A ação de despiche que aconteceu em um prédio do bairro Batel, em Curitiba, na semana passada teve seu episódio de desfecho na manhã desta segunda-feira (25). Os responsáveis pela pintura na fachada do prédio entraram em contato com a Banda B após a divulgação do vídeo de dois homens flagrados promovendo a ação e esclareceram que tudo não passou de um mal entendido. Moradores do prédio estavam intrigados com o despiche, por não ter contratado nenhum serviço e notar que a ação tinha retirado a pichação, mas deixou a pintura do prédio prejudicada.

Depois da repercussão da matéria, a Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil (ACGB) entrou em contato com a Banda B e assumiu a responsabilidade sobre a pintura do prédio. “Houve um equívoco porque eles removeram a pichação, mas não usaram a tinta da mesma cor. A Associação pede desculpas pelo equívoco, pela confusão, já coloquei a equipe à disposição para fazer a pintura com a própria cor porque essa não é a orientação”, esclareceu Deisi Margareth Fonseca, gestora responsável pela atividade.

 

 

O trabalho da ACGB é gratuito e voluntário com a intenção de diminuir a poluição visual em Curitiba. “Para isso são desenvolvidos projetos culturais, de manutenção com as calçadas, revitalização, retirar panfletos, propagandas que não são autorizadas, remover pichações, deixar a cidade mais harmoniosa. Não queremos nenhum tipo de tumulto, nem confusão, o único objetivo é melhorar o aspecto físico da cidade e não prejudicar ninguém. Assumimos nossa responsabilidade e nos colocamos à disposição”, completou Deisi.

 

Fachada do prédio pintada pela equipe da ACGB. Foto: Banda B

 

Para a Banda B, a subsíndica do prédio que teve a fachada pintada pela associação, Rute Gesser, diz que a intenção foi boa, mas o prejuízo inevitável. “Descobrimos que é um trabalho muito bonito. Os moradores estavam com mil e uma versões aqui a respeito disso, mas agora descobrimos o que realmente aconteceu. Ficamos mais tranquilo, não muito de acordo porque deu mais trabalho, mas eles estão perdoados, já resolvemos o problema, já pintamos a fachada do prédio. Eles poderiam ter tocado o interfone e avisado a gente porque, inclusive, tínhamos a tinta aqui, teria sido melhor e evitaria todo esse transtorno, mas está perdoado e desejamos a eles sucesso”, garantiu.

Atuação

Com 18 funcionários, a ACGB atua em Curitiba há 20 anos. “Ela não recebe dinheiro público, mas consegue arcar com as despesas porque ela foi constituída por meio de um grupo de empresas do setor condominial que mantém, com recursos próprios, materiais, administração, e tudo que envolve a associação”, contou a gestora Deisi.

Segundo ela, as equipes atuam diariamente por toda a cidade – bairro e centro. “Temos um carro e, se tivermos condições de atender, fazemos isso, sem problemas. Quando despichamos comércios, a única coisa que pedimos é que o dono do imóvel nos dê a tinta. Mas, mesmo assim, recebemos latas de tintas como doação porque temos parceria com a ACP, com a Prefeitura, que acabam nos passando materiais. Não recebemos dinheiro de forma alguma, apenas materiais”, detalhou a atividade.

Além desse trabalho de despichar, a AC ainda promove oficinas de grafite e cartoons, painéis de azulejo, entrega de materiais educativos, entre outros projetos que promovem a cultura.

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