A tradicional Feira do Juvevê, na rua Alberto Bolliger, em Curitiba, registrou aglomeração e a presença até mesmo de crianças, na manhã deste sábado (4). Autorizadas a funcionarem desde o último decreto Estadual, acatado por Curitiba, as feiras precisam cumprir uma série de medidas, entre elas, fazer demarcação no solo, orientar clientes para manter distanciamento e uso de máscara, assim como alertar sobre a proibição de pessoas da mesma família e crianças.

 

 

O funcionário público, de 25 anos, que mora ali na região, e pediu para não ser identificado, contou à Banda B que foi até a feira e ficou espantado com tanta gente. “Tinham crianças, muita gente, pessoal comendo, tinha de tudo, me assustei. Tirei foto, fiz vídeos e fui embora”, disse ele, em entrevista à Banda B.

Também para a Banda B, o morador do Boa Vista, antigo frequentador da feira, Cezar Prado, dono de um restaurante em Curitiba, contou à Banda B que desistiu do pastel ao notar o tanto de gente que estava na feira.

“Eu desci para comprar um pastel e voltei para trás, muita aglomeração, não faço ideia de quantas pessoas que tinham lá, umas mil até. A gente tem os restaurantes fechados, não podemos servir nada, buffet, e isso acontece. É revoltante para a categoria, muitos falindo. Os feirantes não têm culpa, quem tem culpa é a Prefeitura de Curitiba, que está fazendo uma quarentena seletiva”, criticou.

 

 

Pode?

De acordo com o Decreto Estadual 4.942/20 adotado pela cidade de Curitiba (Decreto Municipal 875/20), as feiras livre podem funcionar das 7 às 21h, de segunda a sábado. Já aos domingos, não podem abrir.

Para que cumpram as medidas, as feiras precisam respeitar o distanciamento. Segundo a Prefeitura de Curitiba, apenas uma pessoa da família pode ir até a feira e está proibida a ida de crianças menores de 12 anos. Também está proibido o consumo no local.

Entretanto, pelas imagens gravadas na feira do bairro Juvevê e enviadas à redação pode-se notar a presença de crianças de colo e familiares caminhando juntos pelo espaço.

Orientação

A Prefeitura de Curitiba foi procurada pela Banda B e afirmou, por meio de nota, que todos os feirantes têm cursos de boas práticas na manipulação de alimentos. Com a pandemia, eles são orientados a disponibilizar o álcool em gel a 70% para clientes e funcionários, além do uso obrigatório de máscaras. Eles também devem orientar os clientes a manter o distanciamento.

Algumas barracas que possam causar aglomeração, o feirante deve fazer demarcação no solo. Além das informações necessárias à prevenção da covid-19, foi disponibilizado aos feirantes plataforma digital para venda online.

Fiscalização

Qualquer tipo de denúncia sobre o descumprimento do Decreto Municipal pode ser feito por meio da Central 156 de Atendimento. A Prefeitura de Curitiba alerta que a fiscalização das mais diversas atividades, serviços e comércios é diária, por toda a cidade.

“Esse trabalho, que envolve fiscais do Urbanismo, servidores da Vigilância Sanitária e guardas municipais, acontece pela manhã, de tarde e à noite e segue cronograma de trabalho que varia conforme a necessidade.

A Prefeitura reitera que o enfrentamento à covid-19 é eficaz tendo, em conjunto com ações do poder público, a colaboração da população, dos comerciantes e prestadores de serviço, seguindo as determinações das autoridades sanitárias que, por sua vez, estão embasadas na atual legislação vigente (decreto estadual 4942/2020 e decreto municipal 870/2020)”, finaliza a nota.