A adolescente Hellen Secchi, de 14 anos, que estava desaparecida desde o último sábado (3), foi localizada por um agente da Superintendência de Trânsito (Setran) de Curitiba.

O profissional estava a caminho de uma vistoria no bairro Cajuru, no início da manhã desta terça-feira (6), quando um cidadão se aproximou para dizer que achava que uma menina que estava nas proximidades era a mesma que tinha visto em notícias da imprensa, como desaparecida.

“Ela estava sentada numa pracinha, próxima do terminal Vila Oficinas”, contou o agente Marcelo Adriano Pucci de Oliveira. O agente pediu apoio da equipe da Guarda Municipal que estava mais próximo do local para atender a ocorrência.

Num primeiro momento, a adolescente negou que fosse a menina desaparecida e se identificou com outro nome. Na sequência, ela admitiu que havia fugido de casa no final de semana. A Guarda Municipal fez o encaminhamento da menina para a Polícia Civil, para as providências cabíveis.

Desaparecimento

Hellen saiu de casa no horário do almoço no último sábado para comprar leite e empadinha no Sacolão do Novo Mundo, na Avenida Brasília, e não foi mais vista desde então.

A mãe da jovem, Eliane Monteiro, contou que a filha sempre teve o costume de ir até o estabelecimento, já que fica bem próximo da residência da família. “Ela saiu do meu prédio com R$ 12 para ir até o Sacolão comprar leite e empadinha. Dá uns quatro minutos de caminhada, é pertinho de casa. A Hellen vivia indo lá, todo mundo conhece ela”, disse a mãe em entrevista à Banda B nesta segunda (5).

Como a adolescente não retornou do Sacolão, Eliane saiu desesperada pelo bairro procurando por qualquer pista que a levasse até Hellen. “Eu andei por tudo, fiquei até umas 2h da manhã na rua, mas ninguém viu nada. O que a gente imaginou no começo é que a minha filha poderia estar com uma amiga e que logo voltaria para casa. Infelizmente, não foi o que aconteceu”, completou.

A mãe fez uma “varredura” dos contatos do celular da adolescente, procurou por fotos e mensagens que pudessem revelar detalhes sobre o paradeiro dela. “Eu tentei de todas as formas conversar com as pessoas que ela tem no telefone, só que ninguém tinha nenhuma informação. A Hellen sempre nos falou que não tinha namorado, mas descobrimos, por meio de uma amiga, que ela estava sim se relacionando com um colega da escola. Eu conversei um monte com ele e ele me disse que não sabia onde a minha filha estava, que estava na mesma agonia que eu”, relatou, na ocasião.