Ageu Cordeiro dos Santos, 41 anos, está desaparecido desde o inicio mês de junho. A reportagem da Banda B conversou com a família dele, nesta quinta-feira (20), que relatou viver um drama. Os parentes aguardam um exame de DNA feito pelo Instituto Médico Legal (IML) para descobrir se Ageu, realmente, está morto.

 

Foto: Arquivo Pessoal.

 

Ageu foi visto pela última vez quando saiu da casa da namorada para ir ao trabalho, em Rio Branco do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Porém, no dia 15 de junho, uma semana depois do desaparecimento, um corpo foi encontrado na mesma cidade.

“Neste dia, o pessoal que encontrou o corpo chamou a polícia e meu outro irmão foi lá. Ele disse que, pela roupa que a vítima estava, era possível que fosse o Ageu. Isto porque as roupas eram parecidas com aquelas que ele usou pela última vez”, explicou Gilmar Cordeiro dos Santos, irmão de Ageu, à Banda B.

O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Desde então, a família procurou o IML para fazer o reconhecimento, mas até hoje não saiu o resultado do exame, que seria de DNA. “Meu irmão e minha mãe foram lá. Eles tiraram sangue para poder fazer o exame. Mas, até agora, não saiu resultado nenhum. A gente liga e é nos dito que o resultado pode sair de três a seis dias”, pontuou Gilmar.

Aguardando o resultado e com o irmão desaparecido, a família segue vivendo este drama sem saber quando pode acabar. Mas, de acordo com Gilmar, a mãe é a pessoa que mais sofre porque ela pergunta todos os dias sobre o filho.

“Meu outro irmão e eu já estamos mais conformados. No entanto, o problema é a minha mãe, porque ela sofre muito. Ela quer ter certeza se é o Ageu ou não, para, ao menos, proporcionar um enterro decente ao meu irmão”, lamentou.

Polícia Científica

Em nota enviada à Banda B, a Polícia Científica do Paraná afirma que o tempo para a conclusão do laudo varia de acordo com cada caso. Leia na íntegra:

“A Polícia Científica do Paraná informa que o procedimento para reconhecimento de corpos é realizado primeiramente por papiloscopia. Caso o corpo não seja identificado desta maneira, são elaborados exames a partir da arcada dentária. E, em último caso, é solicitado um exame de DNA.

Ressaltamos que o reconhecimento visual ou de objetos, por familiares ou terceiros, não é suficiente para a conclusão do laudo, sendo obrigatório que todos os casos passem pelas etapas citadas acima.

Os procedimentos realizados variam de acordo com a especificidade do exame. Em todos os casos existem procedimentos operacionais padrões a serem seguidos pelos peritos criminais, variando o grau de dificuldade pelo número de vítimas, local da ocorrência, qualidade da amostra e outras variáveis. O tempo para a conclusão do laudo varia de acordo com cada caso.”