Sem querer passar por dois velórios em menos de 24 horas, familiares do casal Gean Carlos da Silva Sá, de 33 anos, e Hielena Rodrigues de Lima Sá, de 30, fizeram um apelo na tarde desta terça-feira (26) pela liberação de ambos os corpos. Segundo a família, o corpo de Hielena já foi liberado, mas o Instituto Médico Legal (IML) diz que aguarda a vinda da família de Gean, que mora no oeste do Paraná, para que ele também possa ser velado.

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A prima de Hielena, Carmen Costa, explicou que o casal deixa dois filhos pequenos e que o abalo de dois velórios seria muito difícil não só para eles, como para toda a família. “São duas crianças de dez e doze anos, então é complicado. No momento a gente está numa situação em que o corpo dela foi liberado, já que a gente mora por aqui. O dele, porém, nós não podemos nos envolver e precisamos que a família dele chegue. Eu acredito que pelo fato deles serem casados, poderia haver uma exceção”, disse.

Outro impasse que se dá nos velórios é o procedimento diferenciado, provocado pela pandemia do Covid-19. A família quer evitar que parentes mais idosos sejam obrigados a ir até a capela mais de uma vez.

O casal morreu no fim da noite desta segunda-feira (25), na BR-376, nas proximidades da Volvo, Cidade Industrial de Curitiba. O acidente aconteceu por voltas das 22h30, próximo a entrada para o Conjunto Itatiaia, na pista sentido Santa Catarina.

Família

Carmen explica ainda que o casal era muito tranquilo e amável, o que faz todos lamentarem ainda mais o acidente. “O Gean estava desempregado, mas buscava a Hielena todos os dias no trabalho, para se ter uma ideia. O que nos entristece é ver que a dor é tripudiada, quando algo poderia ser mais fácil”, concluiu.

Os familiares ainda aguardam a chegada da família de Gean e ainda não retiraram o corpo de Hielena no IML.

Polícia Científica

A Polícia Científica do Paraná informou, por meio de nota, que aguarda os familiares com os documentos necessários para dar continuidade ao processo de liberação do corpo.

“É o procedimento padrão da instituição, para a liberação de todo e qualquer corpo, que um familiar de primeiro grau se apresente. Neste caso em específico, o familiar está vindo de longe e a instituição está aguardando a sua chegada”, diz a nota.