A família do cadeirante Gabriel Monteiro Cavalcanti, de nove anos, que sofre de paralisa cerebral, faz um protesto desde o início da manhã desta quinta-feira (13) em frente ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Desde dezembro, por um problema de cadastro no CRAS, o garoto parou de receber o auxílio BPC, que era de um salário mínimo.

(Foto: Banda B)

 

Segundo a mãe, após o benefício ser suspenso a família já atualizou os dados junto ao CRAS. “Suspenderam desde dezembro por um cadastro no CRAS, mas eu já fiz isso e liguei no INSS. Falaram que demoraria 30 dias, mas estou aqui esperando e nada. Já tem 60 dias e nada”, disse Edinalva da Conceição, mãe do Gabriel.

De acordo com a mãe, a família não tem recursos para cuidar do filho. “Não trabalho para cuidar dele, o pai está desempregado e temos uma ainda filha de cinco anos. É uma situação dramática que vivemos”, lamentou.

A família promete permanecer até o fim da noite em frente ao TJ-PR, esperando que as autoridades ajudem a resolver o problema.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Curitiba informou que a família veio do estado do Pará e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) enviou a primeira notificação para que providenciasse a atualização do Cadastro Único em setembro de 2019. Confira a nota na íntegra:

Em janeiro de 2020, a mãe de Gabriel procurou um Centro de Referência da Assistência Social (Cras) em Curitiba para informar que o Benefício de Prestação Continuada (BPC) do menino estava bloqueado.

Na unidade, a família recebeu a oferta de serviços socioassistencias e foi orientada pela equipe a entrar com recurso junto ao INSS, tendo em vista que a concessão do benefício é de responsabilidade desse órgão.

O Cadastro Único da família foi atualizado em fevereiro de 2020.

O Benefício de Prestação Continuada (BPC) é cedido mediante cadastro realizado no Cras com atualização a ser feita de dois em dois anos ou mediante qualquer mudança que aconteça na unidade familiar, incluindo mudança de residência, emprego ou composição.