Com as mudanças impostas pelo novo coronavírus em praticamente todas as esferas sociais, as entrevistas de emprego não ficaram de lado quando o assunto é adaptação. Muitas empresas estão fazendo a seleção de novos profissionais de forma remota. À Banda B, Cristiane Ferreira, responsável pelo processo de recrutamento do Instituto das Cidades Inteligentes (ICI), explicou como a empresa tem lidado com as transformações trazidas pela pandemia e aproveitou para dar algumas dicas de como se sair bem em uma entrevista feita de forma on-line.

De acordo com a profissional do departamento de recursos humanos, uma das habilidades mais observadas em um candidato é a capacidade de adaptação às mudanças e de concentração. “Entendemos que esses requisitos são essenciais para o trabalho remoto e essa questão da mudança vai ao encontro do cenário que estamos vivendo. Ao retornarmos às atividades presenciais, haverão ainda novas mudanças”, avaliou.

Outro ponto destacado por Ferreira é que por conta da crise provocada pela pandemia, as pessoas têm se preocupado mais com os benefícios que a empresa tem a oferecer e com os riscos de uma possível troca de emprego, caso sejam aprovadas em um processo seletivo.

Foto: Reprodução/EBC

O distanciamento social como forma de prevenção ao coronavírus, além de afetar a vida dos candidatos a uma vaga no mercado de trabalho, também atinge os recrutadores que precisam entrevistar mais profissionais do que antes. “Adotamos o home office e agora temos de nos organizar melhor em relação ao tempo. Como não há mais a preocupação com a locomoção até o local da entrevista, mais candidatos têm se inscrito nas vagas”, explicou.

Além disso, a responsável pelo processo de recrutamento do ICI ressaltou a importância de se fazer perguntas objetivas para o candidato a fim de que o tempo da entrevista seja utilizado de forma produtiva pelos envolvidos.

Imprevistos

Porém, é claro que às vezes surge um imprevisto durante uma chamada em tempo real. Por isso, para a especialista, é necessário que o candidato e interessado à qualquer vaga tenha o que ela chama de “jogo de cintura” para saber contornar certos tipos de situações que possam ocorrer, como eventuais interrupções, por exemplo.

Ela garante ainda que mesmo que o candidato não seja aprovado, a experiência adquirida na entrevista pode fazer com que ele se saia melhor em outras ocasiões.