O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Estado do Paraná (Sinepe) anunciou que, a partir da próxima semana, as escolas particulares poderão fazer acordos com as famílias para negociar mensalidades. A medida foi estabelecida após uma reunião realizada nesta sexta-feira (27) com o Secretário da Educação e Esporte (Seed) do Paraná, Renato Feder. O sindicato ainda informou que irá compor parte da comissão que pretende estabelecer o protocolo da volta as aulas no estado. O objetivo é que tudo volte ao normal no mês de agosto.

 

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A presidente do Sinepe, Esther Cristina Pereira, disse em entrevista à Banda B que a atitude foi necessária para atender uma demanda das escolas e dos pais. Segundo Esther, as escolas não poderiam estabelecer descontos lineares (ou fixos) nas mensalidades. Isto porque em nenhum momento houve a redução de custos e despesas das instituições durante a pandemia.

“Isto é um deferimento, um adiamento nas mensalidades para os pais que precisam. Portanto, o pai pode conversar na escola e pedir um adiamento de 15% na mensalidade. Então, ele ganha o desconto e vai pagar somente nos meses de outubro ou novembro, quando a pandemia acabar”, pontuou.

Esther afirmou que isso é algo que pode ser flexibilizado de acordo com os próprios gestores das escolas. A presidente do sindicato comentou que já existem algumas instituições que negociavam com as famílias. Com o projeto de lei, os novos contratos poderão ser firmados. “O projeto de lei inicial estabelecia um acordo com um desconto fixo, mas isso é loucura neste momento. Nós assinamos este termo com o governo, acordado pela necessidade de ambas as partes. Algumas famílias, inclusive, já estão pedindo para pagar as mensalidades em janeiro e fevereiro, até em março de 2021”, comentou.

Volta as aulas

Na reunião, o secretário Renato Feder ainda convidou o Sinepe para fazer parte da comissão que estabelecerá o retorno as aulas dos alunos. Para Esther, foi algo positivo. Ela comentou que as escolas particulares já estão organizadas para receber os alunos.

“É importante a gente ter um protocolo da Secretaria de Saúde (Sesa). Eles vão determinar algumas situações que vamos fazer. Por exemplo, ter um tapete para limpar o calçado. O uso do álcool gel. Tudo isto, a Sesa vai nos orientar. Mas, a partir de agora, nós iremos estudar estes detalhes e iniciar o protocolo”, disse.

Esther disse ainda que o Sinepe quer que as aulas voltem no mês de agosto. A presidente do sindicato afirmou que a maior preocupação está voltada as crianças menores que estão na faixa do terceiro ano do maternal e até o terceiro ano do ensino fundamental. “São as crianças que tem a maior perda por conta da socialização. Eles estão adoecendo em casa. As famílias voltaram a trabalhar. Então, achamos que eles estão em um momento de vulnerabilidade”, afirmou.

Por fim, Esther diz que o fato de todos estarem há mais de três meses em casa, as escolas terem condições de receber os alunos, além da preocupação com os menores, devem acelerar os processos de volta as aulas.

“Não tem como você receber 100% dos estudantes de uma vez só. Você precisa receber um pouco. Fazer um escalonamento. A metade das crianças vem, a outra metade fica em casa com aulas online. Temos que aprender a lidar com esta situação. São 100 dias em casa. Ta na hora da gente começar voltar ao normal dentro das escolas”, concluiu.