Com objetivo de tentar conter a transmissão do coronavírus, em especial no transporte coletivo, entidades trabalhistas fizeram um pedido de ‘lockdown’ para a Prefeitura de Curitiba e para o Governo do Estado. O pedido aconteceu durante audiência pública convocada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta segunda-feira (14). Os trabalhadores pediram ainda a limitação em 50% da capacidade máxima dos ônibus de Curitiba e região metropolitana.

Foto: SMCS

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Urbanização do Estado do Paraná (Sindiurbano), Valdir Mestriner, explicou em entrevista à Banda B que o pedido foi um consenso entre as entidades trabalhistas presentes. “É a única medida efetiva para reduzir a contaminação. A partir do momento que não tenha passageiro, não é necessário ter a mesma quantidade de ônibus rodando”, disse.

Além do Sindiurbano, a audiência também contou com a participação do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc), Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Intersindical, Sindicato do Comércio, entre outras. Segundo Mestriner, as propostas de ‘lockdown’ e redução na capacidade máxima dos ônibus para 50% contaram com consenso entre as entidades.

A Urbanização de Curitiba (Urbs) e a Coordenação da Região Metropolitana (Comec) também participaram da audiência, bem como o Sindicato das Empresas de Ônibus (Setransp).

Mestriner cita o alto número de infectados pela Covid-19 e diz que, com a atual forma de agir, os números só tendem a aumentar. “O Governo do Estado e a Prefeitura precisam tomar medidas que possibilitem o controle da transmissão e que o número de pessoas que morrem não seja ampliado”, concluiu.

Medidas orientavas

Apesar do apelo, a Prefeitura de Curitiba tem optado por reforçar as medidas orientativas, desde o início da pandemia.

Em publicação feita nas redes sociais recentemente, o prefeito Rafael Greca pediu “inteligência e prudência”.

“Estar sempre alerta é a exigência mínima até que a vacina surja e esteja ao alcance de todos. (…) Abrir ou fechar depende menos da Prefeitura que da população cumprindo todas as cautelas sanitárias contra a Covid-19: usar máscara, álcool em gel, manter distanciamento social e não fazer aglomerações. Com inteligência e prudência Curitiba fica aberta! Caso contrário medidas restritivas poderão ser tomadas”, disse o prefeito no mês de novembro.