O Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC) e a Força Sindical do Paraná (FS-PR) fizeram, nesta quinta-feira (14), uma solicitação ao Governo do Estado. As entidades sindicais querem que, junto com os profissionais de saúde, também sejam priorizados para receber a vacina contra a Covid-19 os trabalhadores ativos do grupo de risco dos demais setores produtivos que estão afastados e impedidos de realizar suas funções devido à pandemia.

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O presidente do SMC e da FS-PR, Sérgio Butka, afirma que a medida, além de proteger os trabalhadores, seria uma maneira de acelerar a volta ao trabalho. “Para o trabalhador que estava afastado e voltará a receber a integralidade do seu salário, para as empresas que teriam seus custos amenizados e, consequentemente, para a retomada econômica que se faz tão urgente, essa medida traria benefícios para toda a sociedade”, defendeu o presidente.

Butka diz também que espera sensibilidade do governo com as considerações das entidades para que os trabalhadores do grupo de risco possam então ser vacinados, se não na primeira leva, pelo menos da segunda leva de vacinação.

Vacinação em Curitiba

A vacinação contra a covid-19 para grupos prioritários em Curitiba deve começar na próxima quarta-feira (20). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde Eduardo Pazuello em reunião por videoconferência, nesta quinta-feira (14), com a Frente Nacional de Prefeitos.

O prefeito Rafael Greca, que participou da reunião junto com outros 15 gestores de capitais e das 170 maiores cidades do país, sugeriu que o Ministério da Saúde autorize municípios a importarem vacinas para ampliar a imunização da população. A proposta será avaliada, segundo o ministro.

“Curitiba tem R$ 100 milhões reservados para comprar vacinas, e se o ministério permitir posso comprar para imunizar os 35 mil trabalhadores da Prefeitura como professores, além dos prestadores de serviços como motoristas, cobradores e outros que atendem diretamente a população”, declarou Greca.

Na reunião, Pazuello informou que nessa primeira etapa, em janeiro, está previsto a distribuição para os municípios de 8 milhões de doses: 2 milhões de doses da Astrazeneca e 6 milhões de doses da Coronavac.

A liberação para uso emergencial dessas duas vacinas deve ser decidida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no próximo domingo (17/1), segundo o ministro.

Todo o detalhamento do cronograma de número de doses para os estados e grupos de vacinação será feito na terça-feira (19/1) pelo Ministério da Saúde.

O ministro adiantou que a vacinação deve começar prioritariamente pelos profissionais de saúde, idosos e indígenas.