Um empresário, dono de uma companhia de transporte de cargas, se apresentou à delegacia de Araucária, nesta quinta-feira (18), afirmando que a morte da professora Roseli Salles, atingida por um tambor de freio, na Rodovia do Xisto, pode ter sido causada por um dos veículos da empresa.

De acordo com o delegado Tiago Wladyka, o homem teria assistido à uma reportagem na televisão e reconheceu o caminhão. “O proprietário compareceu espontaneamente à polícia e disse que possivelmente seria o dono. Ele também prestou depoimento”, explicou à Banda B. “Ele constatou que um dos caminhões da sua frota mostrava uma avaria no tambor do freio, fortalecendo essa teoria”, acrescentou Wladika.

Filha da professora ligou para o pai avisando sobre o acidente (Foto:Antônio Nascimento – Banda B)

O caminhão passará agora por um rigoroso trabalho de perícia pela Criminalística, para se entender o motivo da quebra do compartimento. “Vamos realizar esse estudo para descobrir a causa. Se houver indícios de ausência de manutenção, a empresa pode ser punida, mas isso ainda é muito cedo para afirmar. Só saberemos mesmo após a conclusão do inquérito”, salientou o delegado.

Segundo a empresa, o motorista do caminhão está em viagem e deverá ser ouvido amanhã, na delegacia de Araucária.

O acidente

O inspetor Steinheuser, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), disse que o acidente foi uma fatalidade e que ainda não é possível dizer se o motorista do caminhão percebeu o que aconteceu no local. “Como ele não parou, não é possível saber se ele não percebeu ou se fugiu do local. O que a gente percebe aqui é que a motorista não teve muito o que fazer. Ela está com o pé no freio e puxou um pouco para a direita, mas não conseguiu evitar o impacto”, disse.

Além da vítima fatal, uma criança de seis anos estava dentro do carro. Mesmo tendo presenciado o acidente, ela conseguiu ligar e avisar o pai do ocorrido.