Em resposta à manifestação antirracista que terminou em confronto com a Polícia Militar (PM), centenas de pessoas se reuniram no começo da noite desta terça-feira (22) ato em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. Convocado pelas redes sociais, a manifestação desta terça saiu da Praça do Homem Nu e seguiu em passeata até o Centro Cívico. Ao longo do ato, os manifestantes por várias vezes cantaram o hino do Brasil e expressavam palavras de ordem. “A nossa bandeira jamais será vermelha” era um dos gritos mais ouvidos.

 

O funcionário público Luiz Alberto participou do ato e disse que o objetivo é o de mostrar o patriotismo. “É uma reação do que eles fizeram, que foi quebrar tudo. Estamos aqui pacíficos e tudo isso é muito lindo. O que aconteceu ontem foi um absurdo e parece influenciado por um partido político ou algo internacional”, afirmou.

Durante a tarde, o governador Ratinho Junior havia determinado que a bandeira brasileira fosse recolocada, já que havia sido incendiada um dia antes. “Atos e manifestações ordeiras e pacíficas receberão suporte operacional da nossa Polícia Militar. Porém, vandalismo é crime e caso de polícia. Aqueles que porventura pensam em se aproveitar da situação para promover baderna, serão punidos pela força policial”, declarou Ratinho Junior.

O coronel Anderson, da PM, afirma que o ato de hoje não registrou nenhuma violência. “A polícia está garantindo a segurança de todos, independente de cor, partido ou ideologia. Como ontem, fizemos um policiamento preventivo e graças a Deus tudo transcorreu sem incidente algum”, contou.

Ato antirracista

A manifestação de segunda-feira (1) teve início às 18h, na Praça Santos Andrade, em frente à Universidade Federal do Paraná (UFPR) e começou pacífica.

Um grupo, porém, seguiu em direção ao Centro Cívico. Lixeiras e pontos de ônibus foram vandalizados na Avenida Cândido de Abreu, assim como a sede do Fórum Cível.

A Prefeitura de Curitiba estima um prejuízo de R$ 35 mil, incluindo os pontos da Clear Channel.