A Câmara Municipal de Curitiba, em conjunto com o Movimento Pró-Paraná, realizou, nesta terça-feira, uma importante reunião pública virtual para debater medidas que busquem uma melhor solução para as próximas concessões das rodovias pedagiadas no Paraná. Durante o encontro, o diretor de relações institucionais e políticas da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Márcio Wozniack, que também é prefeito de Fazenda Rio Grande e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana (Assomec), defendeu uma concessão pela menor tarifa, gerando menos custos à cadeia produtiva.

Diretor da AMP, Márcio Wozniack, durante reunião na Câmara Municipal de Curitiba (Foto: Divulgação)

 

Os contratos de pedágio entre o Governo do Paraná e as concessionárias não serão renovados. Com isso, as seis empresas que estão no estado desde 1997 vão devolver o controle das rodovias federais em 2021, quando vencem os contratos, firmados ainda no governo Jaime Lerner. Hoje, o Paraná tem uma das tarifas de pedágio mais caras do país.

Durante o encontro, Wozniack, diretor da AMP, destacou a importância de um modelo diferente para a próxima concessão. “O nosso agronegócio é muito forte e, temos que dar mais condições com menor preço, para ampliar os negócios e atrair os investidores. Temos no Paraná dinheiro circulando e nossas rodovias não podem ser impeditivas, mas sim atrativas. É preciso encontrar aqui boas rodovias e que os produtores não se afastem por encontrarem uma tarifa alta”, ponderou.

O economista Luis Antonio Fayet, consultor da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e ex-presidente do Banco do Brasil, que é referência na defesa pela concessão pela menor tarifa, explicou que depois de um estudo o Governo Federal definiu a utilização deste sistema. “Para o crescimento de nossa região, precisamos disso aqui. Uma tonelada de soja vale U$ 350, então um milhão de toneladas U$ 350 milhões. Isso significa R$ 1,5 bilhões de reais de riqueza gerada dentro da nossa terra para cada milhão de tonelada. Precisamos diminuir o custo e fazer com que o máximo fique na cadeia produtiva, por isso trabalhos na linha da menor tarifa”, ponderou.

Contratos entre Governo do Paraná e concessionárias terminam em 2021 (Foto: Street View)

 

O custo alto do pedágio no Paraná impacta também, para Márcio Wozniack, em outras atividades, que vão além do agronegócio. “Hoje para fazer uma viagem de ida e volta até Foz do Iguaçu você paga mais de R$ 200, o que é um absurdo. Precisamos da segurança jurídica de uma concessão que vai perdurar e com uma rodovia segura. Um preço menor aumenta a circulação e também melhora a economia. Precisamos de uma concessão nova com este formato nos próximos anos, para a atração de novos investimentos”, disse.

O debate foi mediado pelo pelos presidentes da Câmara Municipal, Sabino Picolo (DEM), e do Movimento Pró-Paraná, Marcos Domakoski. Também falaram durante o encontro Helio Bampi, presidente do Pró-Metrópole e Horácio Guimarães o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP).