Acusada pelo espancamento e morte do idoso Célio Oliveira Souza, de 60 anos, a dupla de irmãos Deurick Douglas Batista Nica, 25, e José Isac Batista Nica, 37, será julgada pelo Tribunal do Júri de Curitiba no próximo dia 29 de outubro. De acordo com denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR), o crime teria ocorrido após a vítima separar uma briga entre Deurick e uma outra pessoa, motivo pelo qual teria passado a receber ameaças e, posteriormente, as agressões.

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O crime aconteceu na manhã de 6 de dezembro de 2018, no bairro Tatuquara, em Curitiba. Na ocasião da prisão, a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que o assassinato começou por um desentendimento familiar ocorrido quatro dias antes. Segundo as informações levantadas pela polícia, Deurick namorava a neta da vítima e brigou com o pai da adolescente. Por conta da confusão, Célio teria passado a ser ameaçado, até ser morto no dia 6.

“Os denunciados agiram impelidos por motivo torpe, qual seja, para vingar-se de Celio, isto porque no dia 02/12/2018 o ofendido tentou separar uma discussão havida entre seu filho (…) e o denunciado Deurick, oportunidade em que Deurick e (…) se agrediram mutuamente. A partir disso, o denunciado passou a ameaçar o ofendido de morte. Outrossim, o denunciado José Isac, ‘tomou as dores’ do seu irmão e agiu igualmente movido pelo sentimento de vingança”, diz o MP-PR.

O MP-PR pede a condenação dos irmãos por homicídio triplamente qualificado, sendo motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

Defesa

Em nota, a defesa dos irmãos informou que provará no Tribunal do Júri que a causa da morte da vítima não foi em decorrência das supostas agressões. Leia na íntegra:

“A defesa dos irmãos, patrocinada pelo Advogado Jeffrey Chiquini, provará que a causa da morte de Célio não foi em decorrência das supostas agressões, que em verdade não ocorreram. Todas as provas já juntadas no processo demonstram que os irmão não deveriam ter sido denunciados pela morte de Célio.  Confiamos na sociedade paranaense, a quem compete o julgamento do processo, e acreditamos no reconhecimento da inocência e absolvição dos irmãos.”