O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), confirmou no começo da tarde desta segunda-feira (7) que Curitiba é uma das cidades interessadas na obtenção da Coronavac, a vacina desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. A citação ocorreu logo após Doria informar que 4 milhões de doses do imunizante devem ser disponibilizados para outros estados.

Foto: Divulgação Governo de São Paulo

“Nós temos já oito estados do país que solicitaram a vacina Coronavac ao Instituto Butantan, alguns governadores, inclusive, vieram pessoalmente tratar do assunto conosco. E, para citar dois prefeitos entre muitos, apenas homenageando o prefeito de Curitiba [Rafael Greca], que solicitou e já anunciou em suas redes que fará a aquisição da vacina para imunização dos curitibanos. E o novo prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, me telefonou hoje informando que a cidade não irá esperar um programa de imunização para o mês de março”, disse.

A Coronavac é desenvolvida em parceria internacional entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech. O resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante deve ser divulgado na próxima semana, com pedido de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Durante a coletiva, Doria ainda garantiu que não será necessário comprovante de residência para a imunização com a Coronavac. “Todo e qualquer brasileiro que estiver em solo do estado de São Paulo e pedir a vacina, receberá gratuitamente. Nós fazemos parte do Brasil, respeitamos todos os brasileiros e aqui vacinaremos todos que precisarem ser vacinados”, explicou.

Janeiro

O Plano Estadual de Imunização contra o coronavírus de São Paulo foi lançado nesta segunda-feira (7). A campanha vai começar no dia 25 de janeiro, com prioridade para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas na primeira etapa.

A previsão é que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas na primeira etapa, com a aplicação de 18 milhões de doses. O público-alvo prioritário abrange trabalhadores na linha de frente de combate à Covid-19, indígenas e quilombolas e também a faixa etária com maior índice de letalidade por Covid-19 – 77% das mortes provocadas pelo coronavírus até agora são de pessoas com mais de 60 anos.