Dois meses após uma ameaça contra o Colégio Estadual do Paraná, no Centro de Curitiba, uma aluna de 16 anos foi identificada como responsável pela postagem feita em uma rede social. O Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber) chegou até a adolescente após um trabalho que levou à queda do sigilo do perfil ‘fake’. Nesta sexta-feira (24), um trabalho de busca foi realizado na casa da estudante, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana.

Foto: Divulgaão/ANPr

Em entrevista à Banda B, o delegado José Barreto explicou que a denúncia chegou até a polícia pela diretora da instituição. “Com a notícia-crime de que as ameaças estavam sendo realizadas, conseguimos detectar a conexão oriunda do acesso e fazer a busca e apreensão. No local, a adolescente confessou ser a responsável pelas postagens”, comentou.

As postagens feitas no Instagram afirmavam que todos os alunos “iriam morrer” após a quarentena. Nas imagens, até mesmo fotos de uma carabina foram feitas. À polícia, porém, a adolescente alegou que queria fazer apenas um alerta. “O teor não é de alguém que estaria replicando mensagens, mas sim fazendo ameaças concretas”, comentou Barreto.

Diante da identificação, o pai da adolescente foi ouvido no Nuciber. Ela é investigada por ato infracional em provocar falso alarme provocando pânico às pessoas.

Alerta

Segundo Barreto, o caso serve de alerta a pais e mães. “Mais uma vez o Nuciber mostra que a internet é monitorada e não é um campo aberto. Fica um alerta aos pais para que vejam o que os filhos estão postando e quais os perfis deles nas redes sociais”, concluiu.

O caso passa a ser investigado pela Delegacia de Almirante Tamandaré.