Neste momento em que vivemos com tantas incertezas, alguns personagens surgem para trazer um pouco de serenidade. É o caso da médica infectologista da Prefeitura de Curitiba, Marion Burger, a responsável por trazer as notícias sobre a pandemia de coronavírus. O jeito calmo fez com que ela conquistasse admiradores, mesmo muitas vezes sendo porta voz de notícias nem sempre agradáveis. Do começo no voleibol, para conseguir uma vaga em uma escola particular, até as conquistas na Medicina, Marion contou tudo, na noite desta quinta-feira (11), em uma live no Instagram da Rádio Banda B

(Foto: Reprodução Live Prefeitura Curitiba)

 

Gaúcha de nascimento, mas cigana de vivência, a médica infectologista revelou que chegou em Curitiba aos 15 anos. “Meu pai não parava quieto e há cada quatro anos mudava de lugar. Nasci no interior gaúcho e me criei em outras duas cidades gaúchas, onde fiquei até 11 anos. Depois, eu fui para Campo Grande e, aos 15 anos, vim para Curitiba. Hoje estou com 55 e me sinto realmente curitibana, afinal, são 40 anos aqui”, contou em conversa com o palestrante e diretor-executivo da Banda B, Michel Micheleto.

Em Curitiba, usou os dotes no voleibol para conseguir uma vaga em um colégio particular. “Quando eu falei, meus pais falaram que eu deveria cuidar de bichos, porque gostava deles. Só que decidi pela Medicina pelo desafio do conhecimento, porque sempre tive sede disso. Então, corri atrás e fui até um colégio particular, onde falei que tinha toda essa altura e jogava bem vôlei. Consegui uma bolsa que me deu a oportunidade de hoje ser médica”, revelou

Marion foi então a percursora da família na medicina, começando na área de pediatria, fazendo residência no Hospital de Clínicas. “Foram dois anos intensos e de uma residência bastante puxada. Depois, fui para Alemanha e fiz doutorado na área de laboratório e assim fui achando meu espaço na área de infectologia”, contou a doutora que, além do trabalho na Prefeitura de Curitiba, também dá aulas na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Michel Micheleto durante a conversa descontraída com Marion (Foto: Reprodução)

Filha de pais missionários luteranos, a infectologista vê a função dela como um sacerdócio na área da saúde. “A espiritualidade é muito importante, independente do credo ou de ter um religião e isso faz muito a diferença na vida das pessoas. Sempre brinco que a geração dos meus pais foram missionários e nós somos a versão saúde. Cada um com seus dons”, disse.

Mente sã e família

A pandemia de coronavírus mudou a rotina de Marion, que precisou se afastar dos filhos de 19 e 21 anos. Marion confessou que tem sido puxado, mas quando se gosta do que faz dá para tirar de letra. “Já vivenciei uma pandemia em 2009 e também foi intenso. Mas a pandemia do coronavírus está sendo mais dramática. Tinhamos uma perspectiva mais promissora em 2009, porque tinhamos um medicamento que era o tamiflu. Tem sido puxado, mas quando você gosta do que faz, tudo fica mais fácil”, contou.

Quando tudo isso acabar, o que Marion mais quer é viajar e abraçar os filhos. “Meu lado maravilhoso é ser mãe. Meus filhos transformaram minha vida de uma forma ainda maior. Quando tudo acabar, quero viajar também, é algo que me faz muito bem”, concluiu a médica infectologista.

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