O curitibano Edison Onik, de 37 anos, deixou o bairro Santa Felicidade há 20 anos e foi morar no Japão, onde trabalha em uma fábrica de ar condicionado. No país asiático, em 61 dias são apenas 1,3 mil casos de coronavírus e 47 mortes. Com poucas restrições, a vida lá segue normalmente e a pandemia parece controlada. Para Onik, principalmente pela disciplina do povo japonês e também os seus hábitos de higiene.

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O Japão tinha tudo para ser um dos mais afetados pelo coronavírus. Está ao lado da China e tem 126 milhões de habitantes, em um espaço geográfico menor do que alguns estados do Brasil. Apesar disso, a curva pandêmica apresenta estabilidade.

“Aqui está tendo poucas restrições, apenas as aulas foram suspensas. Nos mercados, só não pode pegar um número alto de papel higiênico. Os comércios estão abrindo normalmente, mas nesta semana o governo pediu para os moradores não saírem de casa”, descreveu Onik.

Segundo o curitibano, no Japão os moradores seguem a vida normalmente, mas com os hábitos de higiene que já aconteciam antes da epidemia. “O Japão de costume já tem essa questão de se cuidar, usar máscara e tudo mais. Além disso, não se cumprimentam com abraço ou aperto de mão e tiram os sapatos antes de chegar em casa. É bem diferente do Brasil, por exemplo”, destacou.

Higiene e disciplina são para Onik os pontos a serem seguidos pelos brasileiros com relação aos japoneses. “Eu acho que a disciplina e os hábitos de higiene. Parece que no Brasil o pessoal não está levando muito a sério. Deveriam ser mais disciplinados. Seguir as restrições o tempo todo”, concluiu.

Nas últimas 24 horas, o Japão teve 80 casos confirmados de coronavírus.