Alguns bares e casas noturnas que antes da pandemia funcionavam com pista de dança e muitas pessoas de pé, em Curitiba, se preparam para reabertura dos estabelecimentos em breve, com restrições por conta do decreto municipal.

Foto ilustrativa: Pixabay.

Algumas prometem estar abertas já a partir de outubro, entre elas, RW Club e Sláinte Irish Pub. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabar), Fábio Aguayo, defende que elas possam voltar a funcionar como eram antes, da mesma forma como estão sendo liberadas festas e torcidas.

“Acho que a prefeitura de Curitiba tem que fazer o que está fazendo pros eventos, pros estádios de futebol. Nos estabelecimentos que tiverem teste de PCR e pessoas que comprovarem duas vacinações, deixe as pessoas dançarem”

disse Aguayo, em entrevista para a Banda B, na manhã desta segunda-feira (27).

Para ele, mesmo os funcionários das casas estariam em segurança, sendo cumpridas as regras. “Hoje está todo mundo tendo oportunidade de ser vacinado. Estamos em outubro, praticamente. A maioria da população ativa economicamente vai poder ter tido já as duas vacinas.”

Muitos dos estabelecimentos que programam retorno tomam como base as normas do decreto municipal, de atuar como restaurante, com espaçamento de 1,5 metros entre mesas e todos sentados.

“Ainda está um pouquinho difícil, porque muitos ainda não têm essa condição de ter essa estrutura. E aí você ainda vê muito local fazendo evento clandestino. Muitos dos estabelecimentos estão se readaptando à nova realidade, porque às vezes estão sem capital. E aí demoram para reabrir.”

Segundo Aguayo, seria a justificativa para o grande número de autuações pelas autoridades. “Muita gente está sendo autuada ainda porque está funcionando de maneira equivocada”, afirmou.

Uma alternativa, na opinião do presidente da Abrabar, seria tornar a decisão opcional aos proprietários dos estabelecimentos e aos clientes a escolha por frequentar ou não.

“A gente tem aqui essa questão ideológica contra passe sanitário, contra uma exigência de vacinação pra entrar em estabelecimentos. Fica facultativo aos estabelecimentos. E quem não quer ir nesses estabelecimentos, não é obrigado a ir, mas pelo menos eles têm a oportunidade de funcionar”, argumenta Aguayo.

A liberação, na avaliação dele, poderia ser imediata, considerando o avanço da vacinação do público-alvo e a queda nos casos de covid-19 na cidade.

“Se fosse hoje já daria pra fazer dessa forma. Se a prefeitura [de Curitiba] tivesse vontade política… nós não podemos viver nesse estado de calamidade. Isso só interessa a alguns setores. Pra setores que não vivem de licitação, de subsídio é um terror.”

Giro da economia

A medida, na opinião de Aguayo, beneficiaria não somente o setor de bares e casas noturnas, mas de toda uma cadeia de fornecederes, táxistas, motoristas de aplicativo, postos de combustíveis. “Com a gente funcionando, faz todo mundo ganhar dinheiro, faz a economia retormar, faz a geração de emprego.”

E cutuca a administração da capital, ao fazer uma comparação com outras cidades do país.

“A prefeitura de Curitiba não está acompanhando outras cidades e capitais que têm apelo turístico, como Florianópolis, Balneário Camboriú, Rio de Janeiro. Não sei se é preciosismo ou porque quer que esteja neste eterno estado de calamidade, até porque os índices de transmissão são baixíssimos em Curitiba.”

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