Divulgação movimento O Sul É Meu País. Foto: Divulgação

Assim como no ano passado, o movimento O Sul é Meu País realizará um novo plebiscito em Curitiba para saber se os moradores dos três estados Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul querem se separar do Brasil. Mesmo com a proibição em Santa Catarina pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC), por acreditar que ação separatista fere a segurança do país, o movimento avança para ter a opinião pública. O plebiscito acontece no dia 7 de outubro com urnas por toda a cidade.

Ao todo, são mais de 30 locais que ocorrerão o plebiscito pelos bairros de Curitiba. Os locais estão disponíveis no site do movimento http://www.sullivre.org/.

O movimento tem 25 anos e vê o Distrito Federal e o restante do país como inimigos. “Não é contra o Brasil, mas contra esse sistema que nos explora. Nós nos sentimos aqui no sul explorados, pagamos demais e recebemos muito, muito pouco. Queremos uma independência econômica. Não é que nós sejamos melhores, não é isso. Nós temos uma pirâmide de distribuição de recursos e mandamos para Brasília, no ano passado, R$ 168 bilhões e recebemos R$ 34 bilhões, não tem 20% de retorno. Há estados que mandam pouco e recebem muito mais, essa distribuição de recursos não é justa”, defendeu um dos integrantes Pedro Liss.

Para ele, o movimento é legal e age dentro da lei. “A constituição não nos proíbe de nos manifestar, nunca conflituamos com a lei. Nós nos baseamos no artigo 5º da Constituição ‘liberdade de expressão’, ou seja, todas as pessoas podem se manifestar desde que não causem violência. O poder está com o povo”, justificou.

Mesmo com décadas de existência e diversos plebiscitos, o movimento ainda não atingiu resultados efetivos. “Cada passo precisa ser dado de forma equilibrado. Você precisa de um vontade popular expressa e nós estamos organizados e trabalhamos para um plebiscito oficial para o ano que vem”, finalizou Liss.