Curitiba marca o Dia Mundial de Luta contra o HIV/Aids, celebrado todo 1º de dezembro, com indicadores positivos. É o que mostra o Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), nesta sexta-feira (29). O documento faz a avaliação estatística sobre os números da doença na cidade apresentando dados de 2018 e apontado uma redução de 50,8% nos casos de Aids em quatro anos.

Foto: Pedro Ribas/SMCS

Em 2014 a cada 100 mil habitantes, 24,2 pessoas tinham a doença, em 2018 esse coeficiente caiu para 12,2.

O documento também mostra a redução de 30% na mortalidade pela Aids, no mesmo período. O coeficiente de mortalidade passou de 7,8 a cada 100 mil habitantes em 2014 para 5,4 em 2018.

A médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde, Cléa Elisa Lopes Ribeiro, estima que o diagnóstico precoce seja um dos motivos para esses resultados.

“Tivemos um crescimento de 53% na busca por exames na rede pública. Esse aumento, associado ao tratamento adequado, garante que a pessoa vivendo com HIV não adoeça e tenha boa qualidade de vida”, explica Cléa.

Vanguarda

A capital tem ações de vanguarda na prevenção e tratamento do HIV/Aids. Foi o primeiro município brasileiro a receber o certificado do Ministério da Saúde por ter eliminado a transmissão vertical do HIV, da mãe para o bebê. Título esse, renovado 2019.

Curitiba também foi uma das primeiras cidades do país a ofertar o tratamento aos portadores do vírus diretamente nas 111 unidades de saúde. E foi a primeira no Paraná na oferta da profilaxia pré-exposição (PrEP), recomendada pelo Ministério da Saúde como uma das estratégias de prevenção combinada e que é voltada para populações com alto risco de infecção pelo vírus.

Dia Mundial

Para marcar o Dia Mundial de Luta contra o HIV/Aids, as secretarias municipal e estadual da Saúde, organizações não governamentais e Sesc montaram uma grande tenda na Boca Maldita, no Centro, com oferta de testes gratuitos para detecção do vírus.

Durante o dia todo, profissionais de saúde convidaram a população que circulava pelo calçadão a fazer o teste rápido (com amostra de saliva). Aproveitaram as abordagens para dar orientações sobre a prevenção e o tratamento do HIV e distribuíram preservativos masculinos e femininos para o sexo seguro.

Testar é prevenir

Para a dona de casa Sônia Aparecida da Luz, 53 anos, que faz o teste com regularidade, manter os exames em dia, inclusive o de HIV é prevenção.

“Se as pessoas tivessem menos preconceito e fizessem o exame nós teríamos menos pessoas doentes”, afirmou Sônia Aparecida.

A médica infectologista da Secretaria Municipal da Saúde concorda com ela. E destacou que o combate da doença é feito com apoio de toda a população em três pilares: diagnóstico, prevenção e tratamento.

“Quando se detecta cedo o vírus, o tratamento é mais efetivo e reduz as chances de transmissão. Além de fazer o teste, é preciso usar a camisinha nas relações sexuais e, para quem tem resultado positivo, fazer o tratamento”, destacou Cléa.

O estudante Hamilton Souza Soares, 48 anos, passava pelo calçadão e aproveitou para fazer o exame. Ele também afirmou que o objetivo principal é prevenir. “Vale a pena fazer, é de graça, rápido e uma prevenção para a saúde”, disse.

Onde fazer o teste

A Prefeitura oferece o teste para HIV/Aids nas 111 unidades de saúde. Outra opção é a testagem rápida, ofertada pelo Centro de Orientação de Aconselhamento (COA – Rua do Rosário, 144, 6º andar, Centro).

Para o público masculino há ainda a opção de fazer o teste no no e-COA, que funciona em horário alternativo, das 17h às 22h, na Rua Brigadeiro Franco, 1300, Centro.