A secretária municipal da Saúde, Márcia Huçulak, voltou a criticar a alta movimentação de pessoas nas ruas de Curitiba. Desta vez, ela afirmou em live transmitida pelas redes sociais nesta terça-feira (5), que relatório da Urbs mostra um expressivo aumento de idosos no transporte público, o que pode levar a prefeitura a tomar medidas “mais drásticas” ainda nesta semana.

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“Não há nenhuma justificativa para essas pessoas estarem circulando e vamos ter que tomar medidas mais drásticas. O único motivo que pode levar uma pessoa com condição de saúde crônica ou idosa a sair de casa é para o tratamento de saúde e não é para ir ao comércio”, disse Huçulak.

Os números presentes no relatório não foram divulgados pela administração municipal, mas as medidas deverão ser sentidas pelos passageiros de ônibus ainda nesta semana. “Quem está usando o transporte coletivo, vai ter surpresas, porque vamos ter que restringir algumas coisas. Infelizmente as pessoas não entenderam e, talvez, teremos que fazer como alguns países e limitar a circulação a 50, 100 metros de suas casas. Limitar para a proteção das pessoas”, disse.

Além dos idosos, são considerados integrantes do grupo de risco os portadores de doenças crônicas (diabetes, hipertensão, asma) e pacientes em tratamento de câncer.

Nesta terça-feira (5), a Secretaria Municipal da Saúde confirmou mais sete casos de infecção pelo novo coronavírus. Com a atualização do boletim epidemiológico, a capital paranaense totaliza 658 casos confirmados de Covid-19. Atualmente 57 pacientes estão internados em hospitais da cidade, 30 em UTIs, sendo nove precisando do auxílio de ventilação mecânica (respirador). Até o momento, 26 óbitos foram confirmados.

Shoppings e academias

Durante a live, Huçulak também falou sobre os questionamentos para a abertura de shoppings e academias em Curitiba. Segundo ela, a reabertura ainda não pode acontecer. “Entendemos que as pessoas estão perdendo renda, mas isso não é possível no momento, precisamos primeiro ver como vamos nos comportar com a mudança climática de agora, chuva e queda de temperatura. Nós só conseguimos trabalhar com previsão de 15 em 15 dias”, comentou.

A médica infectologista Marion Burger lembrou que países que começaram a fazer liberações pontuais passaram por pelo menos três meses de intensa infecção. “Nós estamos há um mês e meio com a circulação, sendo todos de viajantes, então consideramos a partir de 20 de março. Então, é muito pouco para a gente saber como o vírus vai se comportar em uma situação de normalidade, então não é responsável liberar nesse momento”, concluiu.