A alta nos casos de covid-19 fechou mais um pronto atendimento para pacientes com a doença em um hospital da rede privada em Curitiba. Na manhã desta quinta-feira (26), o Instituto de Neurologia de Curitiba (INC) emitiu um comunicado afirmando que, devido à alta procura de pacientes, todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Enfermaria para covid-19 estão ocupados, impossibilitando novos internamento.  O hospital atende, com capacidade limitada, emergências neurológicas e cardiológicas.

(Foto: Divulgação)

 

O INC é o quarto hospital da rede privada a anunciar o colapso nos leitos de internamento. O Sugisawa, o Hospital Marcelino Champagnat e o Nossa Senhora das Graças também fecharam as portas nos últimos dias. De acordo com o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos do Setor Privado de Saúde do Paraná (Sinpar), são poucos leitos que restam nos hospitais particulares de Curitiba, que operam com mais de 80% de lotação.

Rede SUS

Na rede SUS (Sistema Único de Saúde) são cinco os hospitais sem vagas em UTI em Curitiba e região metropolitana: Hospital São Lucas Parolin – Campo Largo- , Hospital do Trabalhador, Hospital Erasto Gaertner, Hospital São Vicente Centro e o Hospital Evangélico – todos em Curitiba -. São apenas 23 vagas em UTI nos outros hospitais que atendem a rede pública de saúde.

Recorde de casos

Com os leitos de UTI sufocados, Curitiba registrou ontem um novo recorde diário de número de casos. Foram 1597 novos diagnósticos positivos em 24 horas, com onze mortes na capital. Apesar disso, a Prefeitura de Curitiba mantém a bandeira amarela, que é o nível de alerta 1, sem restrições de atividades que possam causar aglomeração.