(Foto: Suellen Medeiros)

Moradores se reuniram, neste domingo (9), para realizar uma manifestação em frente ao supermercado Carrefour, no bairro Mossunguê, em Curitiba. Eles protestaram contra a morte da cadela Manchinha, que aconteceu no último dia 30 de novembro, quando um segurança espancou a cachorra, que havia sido abandonada no estacionamento de uma loja da mesma rede em Osasco (SP).

Com a participação de crianças e animais de estimação, os manifestantes carregaram faixas pedindo por justiça e tentaram impedir a entrada de clientes no estabelecimento. Para uma das organizadoras do ato, a estudante de Biologia Suellen Medeiros, o objetivo era homenagear Manchinha e chamar a atenção para os casos de maus-tratos a animais.

Manchinha foi morta com golpes de barra de ferro. (Foto: Reprodução/Facebook)

“O protesto aconteceu em memória dela, mas também de todos os outros cães e gatos abandonados e que são maltratados nas ruas. Nós queremos justiça porque o Carrefour está tentando fugir da responsabilidade. Não é só porque eles têm dinheiro que vão ficar impunes”, disse Suellen em entrevista à Banda B.

Entre os cartazes que os manifestantes carregavam, estavam dizeres como “Não seja omisso! Punição para quem comete maus-tratos” e “Não compre de quem é conivente com a violência”. Para a organizadora, essa é uma forma de pressionar para que os responsáveis tomem as atitudes necessárias em relação ao caso. “Tinha bastante gente no protesto e muitos motoristas passaram buzinando, nos apoiando. Cada um tem que fazer a sua parte. Se ficarmos sentados, nada vai mudar. Essas situações não podem passar em branco”, completou a estudante.

Em São Paulo

Neste sábado, 8, um protesto semelhante realizado no Carrefour de Osasco, onde aconteceu a morte do cachorro, levou ao fechamento da unidade.

O autor da agressão ao cãozinho foi ouvido pela Polícia Civil na quinta-feira, 6, e confirmou ter usado uma barra metálica para atingir o cachorro, mas se disse arrependido. Conforme o Centro de Zoonoses de Osasco, o cão teve hemorragia interna e morreu em decorrência da agressão.

O segurança foi indiciado pelo artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais, por praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais. A pena prevista é de 3 meses a 1 ano de prisão, além de multa. A pena pode ser aumentada em até um terço por causa da morte do animal, mas o segurança vai responder em liberdade.

Em nota, o Carrefour reconheceu que a ação praticada pelo funcionário terceirizado foi “um erro grave” e se reuniu com diversas ONGs e ativistas para a construção de iniciativas em prol da causa animal. Informou ainda que já fez a revisão dos treinamentos de colaboradores, parceiros e prestadores de serviços e vai criar o ‘Pet Day’, ampliando as feiras de adoção de animais em todo o País.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo