De todos os papais noéis espalhados por Curitiba, certamente Darcy Antônio Michet, de 76 anos, está entre os mais especiais. Na vida real ele é filósofo clínico, uma espécie de psicólogo formado em filosofia, e ser Papai Noel é como se fosse uma missão. Ele usa o personagem para ajudar as pessoas, especialmente as crianças. Darcy é o bom velhinho do Shopping Estação, em Curitiba.

 

“Eu observava que alguns papais noéis não estavam, no meu ponto de vista, desempenhando o papel verdadeiro do Papai Noel. Percebi que, com meu conhecimento, podia ajudar as pessoas e famílias sobre o verdadeiro espirito de Natal”, explicou, em entrevista à Banda B, na tarde desta sexta-feira, há quatro dias da Véspera de Natal.

Aproveitando os conhecimentos, Darcy usa de muita conversa com a criançada para garantir um Natal ainda mais mágico. “Eu entro muito no campo do relacionamento em família. Saber ouvir os pais, ter horário para dormir e muito mais, dando estas orientações. São coisas que o Papai Noel tem força para sugerir e ser seguido”, destacou.

Com tantas histórias, ele contou aquela que mais lhe comoveu. “A criança me pediu o pai de volta, porque não morava mais em casa. Quando acontece isso, encontro outra saída, que penso ser adequada. Digo para ela saber que o pai a ama mesmo não estando ali e que todo dia ele pensa nela, busco alguma coisa que tranquilize a criança”, salientou.

Mas afinal, aquela velha pergunta, o Papai Noel existe ou não existe? Darcy foi taxativo: “Ahhh, ele existe sim. No imaginário, no amor e na solidariedade. Santa Claus iniciou na Europa e a tradição se manteve, porque há pessoas boas neste mundo. A maioria das pessoas sabe que o Natal representa o perdão e a união. É hora de pensar pela emoção e não pela razão. Papai Noel realmente existe na energia do coração de cada um”, garantiu

O Papai Noel é muito mais que um ser real. Ele é uma fonte de inspiração fazê-lo dele algo palpável depende de cada um.