Buscando desafogar o trânsito que passa pela área urbana de Colombo e Curitiba, a concessionária Arteris Régis Bittencourt apresentou nesta quinta-feira (23) um cronograma que visa a ampliação do Contorno Norte. A obra está prevista no contrato de concessão da rodovia e promete ligar a BR-116 à Rodovia da Uva. Na reunião, o projeto foi apresentado a moradores, que puderam opinar sobre as mudanças.

Cronograma foi apresentado aos moradores de Colombo (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)

De acordo com o diretor de operações da Regional Sul da Arteris, Antonio Cesar Ribas Sass, os estudos começaram em meados de 2009, mas foi paralisado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), que pedia novos traçados. “Com o pedido da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para retomada dos estudos, contratamos agora novas empresas para que o levantamento socioambiental seja feito. Nesse momento, estamos passando para a comunidade como esses estudos serão feitos”, explica.

O contrato de concessão prevê uma obra de pouco mais de 12 quilômetros, com a instalação de cinco dispositivos, que podem se tratar de viaduto ou trincheiras.

Segundo Sass, porém, há um problema para a instalação, que é o fato de a obra passar por propriedades privadas. “A ideia agora é apresentar às pessoas o projeto e fazer um levantamento de fauna e flora. É difícil até falar em desapropriação no momento, já que temos que aguardar essa fase de estudo e as pessoas possam se manifestar”, diz.

Segundo o cronograma, a coleta de dados deve acontecer até o mês de agosto, então o projeto será encaminhado ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Passado pela autarquia estadual, o projeto volta a ser discutido em audiências públicas, onde será discutida a viabilidade.

Posições divergentes

Pedro Paulo, da Associação de Moradores da Colônia Faria, diz que muitas pessoas são contra a ampliação do contorno. “É um projeto defasado, de quando a cidade acabava no Atuba e não existia a região metropolitana. Hoje, essa área é completamente conurbada e o conceito de anel é muito diferente do proposto por eles. Eles querem levar caminhões em uma área que vai cortar a colônia e prejudicar vários moradores”, afirma.

O presidente da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), Gilson Santos, relatou que projeto prevê desafogar o trânsito urbano da capital e de Colombo. “É uma obra que inicialmente prevê tirar veículos pesados da área urbana e viemos até aqui justamente para entender a proposta do traçado com a comunidade. Precisamos ajustar o mundo do desejo ideal, com o que é necessário e o que pode ser feito. Essa obra não é de agora, já vem de outros governos. Precisamos chegar ao melhor resultado para a comunidade e também para toda a região metropolitana. Lembrando que enquanto o projeto não acontece, todas essas áreas estão congeladas e estamos falando da oitava maior cidade do Paraná”, completou.

A proposta em discussão tem um traçado que passa por uma faixa reservada para o Corredor Metropolitano e que já faz parte do Plano Diretor de Colombo.