Com redução de 75% no número de passageiros, as empresas de ônibus fizeram um pedido de socorro para evitar o colapso do sistema. De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (3) pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba (Setransp), é urgente que os poderes públicos criem um plano de socorro ao setor a fim de impedir o colapso do serviço.

Foto: Maurilio Cheli/Divulgação Comec

“Não há dúvidas de que todos os negócios serão negativamente afetados. Mas é fundamental que o poder público priorize os serviços essenciais, caso do transporte coletivo. Aliás, são os ônibus que vão garantir a movimentação de profissionais dos outros serviços essenciais e daqueles que precisam se deslocar para chegar ao posto de saúde, à farmácia e ao supermercado”, diz a entidade.

Segundo o Setransp, não há recursos para fazer frente a todos os custos do sistema, como pessoal, combustível, financiamentos, peças, impostos.

A Frente Nacional de Prefeitos enviou ofício à Presidência da República em que alerta para o descompasso entre oferta e demanda e pede investimentos para evitar o colapso no serviço. “O impacto econômico à esteira do coronavírus já afeta de maneira brutal o transporte coletivo de Curitiba, a ponto de inviabilizá-lo se não houver socorro financeiro dos poderes públicos”, complementa o Setransp.

Colapso

Em encontro entre os sete governadores do Sul e do Sudeste, o governador Ratinho Junior fez um pedido na manhã desta quinta-feira (2) para que o transporte coletivo também tenha ações conjuntas dos estados para evitar que entre em colapso.

De acordo com Ratinho, as empresas de ônibus já demonstraram vontade de parar com a circulação, o que leva os governos a necessitarem de ações urgentes. “Acredito que os governadores também devem estar sofrendo com essa questão. Aqui, boa parte dos concessionários já está querendo parar por diversos fatores, como falta de capital de giro e falta de passageiros, então está para entrar em colapso. Trago o tema para que possamos discutir em conjunto, junto com o governo federal, essa área que é tão importante para que as coisas não parem”, disse.

O transporte coletivo é considerado serviço essencial durante a pandemia.