Com quatro dias de abastecimento para um dia sem, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sapenar) trabalha com a possibilidade de o rodízio de água se estender até o mês de outubro na região metropolitana de Curitiba. A ação emergencial se dá diante daquela que pode ser a pior estiagem dos últimos 50 anos no estado. Nesta quarta-feira (27), a Sanepar reforçou o alerta para o consumo consciente de água em toda a região da capital paranaense.

Foto: Geraldo Bubniak/AEN

Em coletiva de imprensa concedida no Palácio Iguaçu, o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Júlio César Gonchorosky, afirmou que a companhia tenta minimizar ao máximo as paradas de abastecimento, mas que a diretoria entende que o período 1×4 acaba sendo bastante razoável. “Nossa área de operações acredita que esse é um limite é razoável tanto para as pessoas, quanto para que o sistema não venha a ter algum vazamento ou estouro”, disse.

Diante da estiagem, o governador Ratinho Junior decretou situação de emergência hídrica, o que agiliza recursos público para as ações. Segundo estudo do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), até o dia 20 de maio, choveu apenas 9 milímetros em Curitiba, enquanto a média histórica apontava para o volume de 113 mm. Seca que se estende também para toda a região metropolitana da capital.

Capacidade

Atualmente, os reservatórios de Curitiba e região metropolitana operam com 43% da capacidade.
A Barragem do Iraí tem a pior situação, com 17,67%. A Barragem Passaúna opera com 41,42%; a Barragem Piraquara I com 61,82%; e a Barragem Piraquara II com 100%.

Rodízio

Com a estiagem, acredita-se que o rodízio na região metropolitana de Curitiba pode sim se estender até outubro. Segundo Gonchorosky, todas as ações tomadas pela Sanepar são insuficientes se a população não colaborar. “Se não houver a conscientização das pessoas, com economia e zero desperdício, podemos ter problemas por bastante tempo, economizar cada gota é a única solução que temos para passar dessa crise”, concluiu.