(Foto: Reprodução/Banda B)

 

O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Ogeny Pedro Maia Neto, afirmou, nesta terça-feira (21), que um dos focos de trabalho, a partir da renovação da frota, será a integração entre o transporte coletivo da capital e da região metropolitana. Segundo ele, a prefeitura já faz estudos para restabelecer a linha Fazendinha/Tamandaré, uma das mais tradicionais da cidade, que deixou de operar em maio de 2015, durante uma série de ações que caracterizaram a desintegração do sistema.

“Nós já realizamos a associação de diversas linhas, como a Colombo/CIC, CIC/Araucária, Colombo/Santa Cândida, Quatro Barras/Santa Cândida e Fazenda Rio Grande/PUC. Agora, estamos trabalhando na Fazendinha/Tamandaré, que é uma demanda do prefeito Rafael Greca. A ideia é fazer toda essa integração com a maior urgência possível”, declarou Neto em entrevista ao radialista Geovane Barreiro durante o Jornal da Banda B 2ª Edição.

Quando o trajeto foi extinto, o ponto final da linha passou a ser a estação-tubo da Praça 19 de Dezembro, no Centro Cívico. Para o presidente, os desafios que o transporte passa hoje, ‘herdados’ da desintegração, são decorrentes da falta de interlocução entre as empresas, a própria Urbs e a Coordenação da Região Metropolitana (Comec). “Isso veio a desagregar todo o sistema. A nossa gestão, pelo contrário, é participativa e nós queremos retomar as conversas e negociações da maneira mais clara possível, para solucionar esses problemas e retomar as integrações”, completou.

De acordo com ele, a diferença entre a tarifa de R$ 4,25 paga pelo usuário, desde o início do ano, e a técnica – que corresponde ao custo de cada passagem repassado pela prefeitura às empresas – foi essencial para que a Urbs pudesse criar um fundo e garantir o atendimento de algumas demandas da população, como a renovação da frota.

Na semana passada, a gestão municipal anunciou o aumento da tarifa técnica de R$ 3,79 para R$ 4,06, o que não altera o valor que o usuário paga para embarcar nos ônibus. “Desse valor, nós descontamos os impostos e as empresas recebem R$ 3,98 líquido. A partir dessa alteração, nós criamos um grupo de trabalho para olhar as redundâncias do sistema, situações que trazem custos adicionais, para baratear a tarifa técnica e inserir novos carros no sistema, sem mexer na passagem do usuário”.

Renovação da frota

Assim como Greca anunciou na última semana, Neto confirmou que a partir de março do ano que vem, 25 novos biarticulados devem começar a rodar pelas ruas de Curitiba. “Com o fundo da Urbs, que chegou a um saldo positivo de R$ 42 milhões graças ao aumento da tarifa para R$ 4,25, nós conseguimos criar uma poupança voltada para a renovação da frota. Ao longo dos próximos três anos, nós devemos inserir no sistema 450 novos ônibus”.

Reforma dos terminais

Segundo Neto, a Urbs tem um projeto em aberto junto com o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippuc) para a reforma dos terminais de Curitiba, que devem ser feitos ao longo da gestão.

Anteriormente, a prefeitura já anunciou que o Ministério das Cidades liberou recursos para a construção do terminal do Tatuquara, assim como para reformas no terminal Vila Oficinas, Hauer e Campina do Siqueira.

Ligeirão Norte/Sul

Ainda de acordo com o presidente, a criação do ligeirão Norte/Sul não está descartada, apesar da opinião contrária de alguns moradores, que não querem que a Praça do Japão sofra modificações para receber os ônibus. “A ideia é achar uma alternativa para deixar qualquer eventual ação judicial de lado. Já existe um estudo que mostra que os veículos descem até a praça, viram na Avenida Iguaçu e fazem o retorno por lá. Claro que ainda precisamos adequar parte do asfalto de algumas ruas”.

Segurança no transporte

Sobre a segurança no transporte, Neto declarou que a Polícia Militar e a Guarda Municipal já intensificaram as ações nas linhas com maior incidência de violência. “O nosso objetivo é fazer reuniões periódicas com as empresas para identificar os pontos das ocorrências, coibir os crimes e trazer mais segurança aos motoristas, cobradores e usuários”, finalizou.