Com a curva de internamentos por Covid-19 em queda, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de Curitiba anunciou que vai começar a desativar leitos exclusivos para a doença a partir da próxima semana. Nesta sexta-feira (28), a capital paranaense tem uma taxa de 80% de ocupação dos 355 leitos de UTI.

Foto: SMCS

De acordo com a secretária Márcia Huçulak, é necessário manter um “nível de eficiência” locativa. “Nós não vamos baixar desse nível [de ocupação]. Hoje estamos com 72 leitos livres de UTI, então se a gente manter esse patamar, vamos começar a fazer o movimento contrário. Nós ativamos 355 leitos de UTI exclusivos Covid, então vamos começar a desativar, até para retornar algumas atividades que já discutimos com os hospitais, como cirurgias eletivas e procedimentos, que paramos nesse momento. Nós paramos procedimentos eletivos em março para dar condições de atendimentos, então a taxa se manterá em 80%, garantindo a retaguarda necessária, mas também vamos possibilitar outras atividades que a Saúde precisa dar conta”, explicou.

Segundo o boletim da SMS, 488 pacientes estão internados em hospitais públicos e privados da capital paranaense, sendo 174 deles em UTIs.

Na semana passada, o prefeito Rafael Greca disse em entrevista ao comunicador João Barbiero que irá manter uma média de pelo menos 50 leitos de UTI disponíveis. “Tenho mantido, mesmo que custe caro, 50 vagas em média esperando possibilidade de internação. Não posso abrir muitas, senão vão dizer que estou desperdiçando dinheiro público. Não quero que ninguém padeça por falta de atendimento, que ninguém morra sem socorro, sem respirador, sem conforto da anestesia ou sem o carinho das equipes de saúde”, disse.

Taxa de transmissão

Outro fator importante para possibilitar a redução de leitos, é a taxa de transmissão da Covid-19, que está em 0,79. Com número abaixo de um a tendência é de que a curva siga caindo. “Isso significa que nem toda pessoa positiva transmitiu para outra. Quando a gente mantém essa taxa abaixo de um, a gente mantém o controle da doença”, comentou a médica infectologista Marion Burger.

Com os números, a SMS anunciou que Curitiba permanece na bandeira amarela.