A Banda B trouxe, na manhã desta terça-feira (23), um levantamento que aponta uma taxa de ocupação de 79% nos leitos UTIs (Unidade de Terapia Intensiva) exclusivas para a covid-19 em Curitiba, quando se adiciona a região metropolitana a taxa é de 69%. Além disso, hospitais como o Trabalhador, o Evangélico e o Municipal de São José dos Pinhais já trabalham com 100% da capacidade das UTIs.

(Foto: AEN)

 

De acordo com o diretor de gestão em Saúde, da Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (Sesa), não haverá ampliação de leitos que consiga vencer a covid-19, caso não se consiga baixar a contaminação. “Podemos ampliar uma certa quantidade de leitos em Curitiba; no Hospital de Reabilitação, no Hospital de Clinicas e no Instituto de Medicina, que a capital está tentando organizar para fazer a ampliação. Existe a possibilidade, mas isso não serve de acomodação para a população, porque a ampliação chega a um limite e, em algum momento, o limite chegará”, afirmou à Banda B.

Para Filipak, quando se fala exclusivamente de Curitiba e região metropolitana os números preocupam. “A ocupação em Curitiba é de 79% e é uma alta ocupação, além de ser crescente nos últimos dias. Devemos tentar reduzir a continuidade da contaminação, para não haver estrangulamento dos leitos disponíveis. Os hospitais privados têm 28% dos leitos de UTIs ocupados com covid-19, já que lá não há leitos exclusivos, o que também está esgotando o sistema. Isso nos preocupa muito e pode causar um esgotamento dos recursos disponíveis”, alertou.

O diretor de gestão ainda destacou que não adianta apenas você construir um leito e dizer que ele está lá, porque a operação vai além. “Não basta ter a cama e prédio, porque você precisa de medicamentos e equipes em quantidade suficientes. Temos notado um aumento da contaminação dos profissionais de saúde, tanto pela atividade profissional quanto pelo trajeto do dia a dia. Quando você baixa uma equipe, o leito não fica mais aberto”, lembrou.

Confira abaixo a ocupação dos leitos de UTI em um levantamento feito pela Banda B:

Hospital Evangélico: 23 leitos de UTI com todos ocupados (taxa de 100%). 48 leitos de enfermaria com 34 ocupados (taxa de 71%)

Hospital do Trabalhador 22 leitos de UTI com todos ocupados (taxa de 100%). 34 leitos de enfermaria com 30 ocupados (taxa de 88%)

Hospital de Reabilitação, anexo ao Trabalhador: 52 leitos de UTI com 41 ocupados (taxa de 79%). 32 leitos de enfermaria com dez ocupados (taxa de 31%)

Hospital do Rocio: 103 leitos de UTI com 65 ocupados (taxa de 63%). 212 letos de enfermaria com 71 ocupados (taxa de 33%)

Hospital do Idoso: 30 leitos de UTI com 28 ocupados (taxa de 93%).

Hospital da Cruz Vermelha: Sete leitos de UTI com seis leitos ocupados (taxa de 86%). Dez leitos de enfermaria com sete ocupados (taxa de 70%).

Hospital Erasto: Dez leitos de UTI com oito ocupados (taxa de 80%). 30 leitos de enfermaria com sete ocupados (taxa de 30%).

Hospital Santa Casa: Dez leitos de UTI com sete ocupados (taxa de 70%). Dez leitos de enfermaria com nove ocupados (taxa de 90%).

Hospital de Clínicas: 48 leitos de UTI com 31 ocupados (taxa de 65%). 47 leitos de enfermaria com todos ocupados (taxa de 100%)

Hospital Municipal de São José dos Pinhais: dez leitos de UTI com todos ocupados (taxa de 100%)