Depois das medidas de flexibilização que tem permitido a reabertura de igrejas, academias e shoppings, o próximo setor de Curitiba que deve voltar a funcionar é o de bares e casas noturnas. De acordo com a Secretaria Municipal do Urbanismo, basta que o estabelecimento tenha alvará de funcionamento vigente para bar, restaurante ou lanchonete e atenda a legislação específica e o Protocolo Curitiba Contra o Coronavírus da Vigilância Sanitária.

Colaboração

O presidente da Abrabar (Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas), Fábio Aguayo, explica que busca alternativas para ajudar os estabelecimentos que querem abrir as portas respeitando as orientações e medidas estabelecidas pelas autoridades. “Nossa luta é pra valorizar os estabelecimentos que querem trabalhar dentro das regras do jogo, seguindo o que recomenda a OMS (Organização Mundial da Saúde), a Secretaria Municipal e Estadual de Saúde. Temos uma resposta oficial da Secretaria de Urbanismo e estamos tentando ajudar as casas noturnas que tem alvará de funcionamento de bar, restaurante ou lanchonete a conseguirem uma alternativa de funcionamento”, conta Aguayo.

Em resposta por e-mail aos questionamentos dos associados da Abrabar, o secretário municipal do Urbanismo, Julio Mazza de Souza, esclarece as dúvidas sobre a utilização do espaço da pista de dança com mesas. “A utilização do espaço da pista de dança com mesas pode ser realizado, desde que a empresa tenha alvará para restaurante, lanchonete ou bar, obedecidas as orientações sanitárias e protocolos de saúde”, diz o e-mail.

Sobre música ao vivo, até o momento não há proibição. “Não há proibição para música ao vivo até o momento. Deverão ser observados todos os protocolos de segurança dos órgãos de saúde, como distanciamento entre as pessoas, uso de máscara e álcool gel e número máximo de 1 pessoa a cada 9m²”, responde o secretário.

Cabine de desinfecção

Um exemplo de estabelecimento que tem buscado alternativas para se adequar ao novo momento do setor, é o Distrito 1340. O bar fez a instalação de forma pioneira de uma cabine de desinfecção a base de ozônio para receber os clientes. O local reabriu as portas há duas semanas e adotou uma série de mudanças.

Fernando Donnabella, proprietário do Distrito 1340, explica que a decisão de instalar a cabine veio depois de conhecer a tecnologia por meio de uma reportagem na TV. O bar teria sido o primeiro lugar do Brasil a aderir à novidade. “Depois que saiu na Globo sobre essa cabine, eu corri atrás pra saber qual seria o custo e decidi instalar. A empresa me confirmou que foi a primeira cabine a base de ozônio do Brasil e esse sistema é a proteção contra a Covid-19 mais forte que tem, inclusive utilizado em laboratórios”, explicou o empresário.

 

 

Entre outras medidas adotadas pelo estabelecimento, está a diminuição da capacidade total do local e a troca de mesas. “Nos readequamos bastante, diminui a capacidade de 800 pessoas dia para 110 pessoas ao mesmo tempo. E todos tem que ficar sentados, por isso troquei as mesas altas por mesas mais baixas pra ficar com cara de bar e restaurante, além de disponibilizar álcool em gel”, detalhou Donnabella.

O empresário, que teve que dispensar cerca de 30 funcionários com a crise, não tem planos de voltar a funcionar como casa noturna, pelo menos até o fim deste ano. A ideia é seguir servindo comidas e bebidas como um bar ou restaurante.