Cansados de esperar por medidas do poder público, ex-alunos e professores da Escola Estadual Santo Dumont se reuniram neste sábado (10) para um mutirão de limpeza e pequenos reparos na instituição localizada no bairro Guaíra, em Curitiba. A mobilização foi convocada pelas redes sociais e dezenas de pessoas participam do corte da grama, da troca de vidros e da limpeza de salas e calçadas.

O problema na escola ganhou visibilidade após reportagem da Banda B e de mais veículos de imprensa demonstrando a dificuldade em manter aulas no local. A diretora da escola, Luciana Ramos Mendes, que na ocasião admitiu a situação insustentável, agora agradeceu a mobilização da comunidade. “Após as reportagens, muitos ex-alunos entraram em contato com a gente. Tivemos também voluntários de algumas empresas e decidimos começar com a limpeza. O próximo passo é arrecadar dinheiro para que ao menos possamos remendar a escola. De qualquer forma, esse sábado está sendo um dia bastante bonito. Se não temos o poder público para fazer o que é de direito, a gente se une para fazer algo”, disse.

Alisson Godoy, de 34 anos, é ex-aluno e comentou que o vínculo com a escola é para sempre. “Hoje minha filha estuda aqui e queremos mostrar como a escola é importante, então nosso mutirão também quer demonstrar a importância da responsabilidade aos atuais alunos”, explicou.

Entre os problemas que a escola vem enfrentando está a infiltração em várias salas de aula, que precisaram ser interditadas por causa das goteiras de chuva, a fiação elétrica exposta, os vidros quebrados e paredes sem pintura ou pichadas.

Pertencimento

A professora Maderli Ponchirolli concorda com Alisson de que o mutirão tem, especialmente, uma função de que o aluno pertença à escola. “Eu estudei aqui em 1989 e fiquei chocada com a realidade atual. Além do mutirão, já estamos conversando com os alunos sobre a necessidade de pertencimento”, comentou.

Outro lado

A Banda B procurou a assessoria do Instituto Paranaense de Desenvolvimento educacional (Fundepar), responsável pelas obras nas escolas, que enviou a seguinte nota:

O Instituto paranaense de Desenvolvimento Educacional – Fundepar informa que a empresa vencedora declinou após resultado final da licitação. Assim, outro processo foi necessário ser aberto em agosto deste ano para atender a comunidade do Colégio Estadual Santos Dumont, em Curitiba. Não há previsão ainda para conclusão deste processo e início das obras. Ainda cabe lembrar que todas as instituições de ensino recebem recursos pelo Programa Fundo Rotativo para que sejam aplicados na manutenção de pequenos reparos do prédio escolar, entre outros serviços.