Campina Grande do Sul é o primeiro colocado da região metropolitana de Curitiba (RMC) com o melhor índice de desenvolvimento de gestão fiscal segundo a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

A marca histórica é resultado do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) 2019, um raio-x que mede anualmente a administração pública dos mais de 5 mil municípios brasileiros. A estatística garantiu à cidade o título de gestão de excelência.

O Município recebeu nota máxima em três dos quatro quesitos avaliados: autonomia, investimentos e liquidez. A nota final, de 0.8858, colocou a cidade entre as 100 melhores do Brasil e a 15ª do Paraná.

Para se ter uma ideia, Campina Grande do Sul foi a primeira colocada no ranking da RMC e a 56ª do Brasil. A nota de Pinhais, que foi o segundo colocado da RMC, foi de 0.7441 – a 418ª maior do Brasil. Campina e Pinhais ganharam inclusive da capital Curitiba, que obteve nota final de 0.7692.

O bom resultado deve-se a gestão planejada e responsável, com acompanhamento de uma excelente equipe técnica, que prioriza o planejamento e tem responsabilidade com o dinheiro público. Ao mesmo tempo em que são feitos investimos em melhorias na cidade para o bem-estar da população, com políticas públicas inovadoras e de qualidade.

O IFDM é um estudo conceituado entre economistas e outros especialistas da área, como confirma o secretário de Estado da Administração e da Previdência, Reinhold Stephanes.

“É um dos maiores prêmios da gestão pública, um verdadeiro Oscar da administração municipal”. Para o professor Antônio Carlos Banzzatto, diretor da Faculdade de Campina Grande do Sul (FACSUL), a posição alcançada por Campina Grande do Sul no Índice Firjan “é muito louvável”.

Banzzatto, que é economista, afirma que o estudo “existe há muitos anos e é feito por uma instituição séria e, por isso, nossa cidade está de parabéns, pois fica demonstrado o comprometimento com o erário público.”.

PARANÁ E BRASIL

A situação da maioria dos municípios brasileiros não é a mesma de Campina Grande do Sul. A média nacional do IFDM 2019 É de apenas 0.4555, 40.5% das cidades apresentaram situação crítica e apenas 4% obtiveram qualificação de excelência. Na categoria autonomia, por exemplo, a média ficou em 0.3855. O estudo aponta que 78% dos municípios não têm condições de investimento e não possuem condições de se autosustentar.

METODOLOGIA

O IFDM é um estudo da Firjan que acompanha o desenvolvimento socioeconômico de todos os mais de 5 mil municípios brasileiros. Ele é composto por quatro indicadores, que assumem o mesmo peso para o cálculo do índice geral:

1) autonomia, que é a capacidade de financiar a estrutura administrativa,

2) gastos com pessoal, que significa o grau de rigidez do orçamento,

3) liquidez, que trata do cumprimento das obrigações financeiras das prefeituras,

4) investimentos, que é a capacidade de gerar bem-estar e competitividade.

A metodologia possibilita determinar, com precisão, se as melhorias em um determinado município são consequências de políticas públicas específicas. O índice varia de 0 (mínimo) a 1 ponto (máximo) para classificar o nível de cada localidade em quatro categorias: baixo (de 0 a 0.4), regular (0.4 a 0.6), moderado (de 0.6 a 0.8) e alto (0.8 a 1) desenvolvimento. Ou seja, quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento e grau de excelência.