Nesta quinta-feira (24), o Sindicato dos Motoristas e Cobradores (Sindimoc) dá a largada oficialmente à campanha salarial 2019. Estão marcadas três assembleias ao longo do dia em três horários (09h30, 16h00 e 20h00), sempre na Praça Rui Barbosa, no centro de Curitiba. A data-base da categoria é em fevereiro e os trabalhadores vão debater a pauta de reivindicações na negociação com empresas e também com a Urbs, que gerencia o transporte coletivo em Curitiba e região Metropolitana.

Assembleias de trabalhadores – Foto Sindimoc

No ano passado, após a negociação, os trabalhadores conseguiram reajuste de 2% no salário e um aumento de R$ 50,00 no vale-alimentação. Para este anos, o índice que será pedido ainda não foi definido. “Estamos aguardando um levantamento do Dieese sobre os números da economia para que a gente possa estabelecer um índice. Além disso, temos uma pauta de reivindicações que será debatida nestas assembleias para ajustarmos o que a categoria quer para este ano”, explicou o presidente do Sindimoc, Anderson Teixeira à Banda B.

Segundo Teixeira, é importante a participação de todos. “Convocamos todos os trabalhadores para este momento importante. Tivemos várias conquistas em 2018, entre elas a assinatura da convenção que dá estabilidade de emprego aos cobradores, por exemplo. Queremos renovar isso e certamente esta reivindicação estará na nossa pauta”, disse o presidente. “É muito importante a presença de todos os motoristas e cobradores nessa largada da campanha salarial. Temos que mostrar a nossa força para garantir uma boa negociação em prol dos trabalhadores de Curitiba e Região Metropolitana”, completou.

Reajuste

Nesta terça-feira (22), o prefeito Rafael Greca e o governador ratinho Junior vão discutir a manutenção ou não do subsídio ao sistema de transporte coletivo de Curitiba e região. No ano de 2018, o Governo repassou R$ 71 milhões de subsídio o que, segundo a prefeitura, tornou possível a manutenção da tarifa, que não sofreu reajuste.

Em dezembro, Greca disse que o reajuste da tarifa dos ônibus da capital Curitiba era inevitável. O que ficaria pendente, segundo ele, era apenas o índice a ser aplicado. Depois, afirmou que o subsídio do Governo é fundamental para que o reajuste não seja de algo em torno de R$ 0,29. A tarifa atual é de R$ 4,25.

O prefeito afirmou que três fatores podem contribuir para que o inevitável aumento da tarifa seja maior ou menor: a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o óleo diesel, concedida pelo governo do Paraná; a aprovação do projeto do Executivo que permite a extinção dos cobradores do transporte coletivo da capital; e o reajuste da tarifa em 2019.

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