A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) vai abrir sindicância para apurar o caso envolvendo a vereadora Fabiane Rosa (PSD), suspeita de um esquema de rachadinha – quando o político recebe parte do salário do seus funcionários comissionados. Ela foi presa preventivamente, nesta segunda-feira (27), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná.

A Mesa diretora da CMC requereu ao Corregedor “a instauração de sindicância, a fim de promover investigação interna, de natureza inquisitorial, para apurar os fatos, supostamente ilícitos, que envolvam a vereadora citada”. O documento é assinado pelo presidente Sabino Picolo (DEM), pelos vice-presidentes Tito Zeglin (PDT) e Dr. Wolmir Aguiar (Republicanos) e pelos secretários Colpani (PSB), Professor Euler (PSD), Noemia Rocha (MDB) e Maria Letícia (PV).

Vereadora Fabiane Rosa – Foto CMC

A decisão, embasada no artigo 22 do Código de Ética e Decoro Parlamentar da CMC, que permite a instauração da sindicância a partir de requerimento da Mesa, leva em consideração notícias divulgadas pela imprensa de suposta prática de atos de improbidade administrativa pela vereadora e o fato de um mandado de busca e apreensão ter sido cumprido no gabinete da parlamentar nas dependências do Legislativo municipal.

O documento esclarece que a Câmara não recebeu nenhuma denúncia referente à vereadora Fabiane Rosa: “inexiste procedimento formalizado à esta Casa que especifique os fatos imputados à vereadora com indicação de provas”.

A Câmara de Curitiba informa ainda que a responsabilidade pelo mandato e as atividades inerentes às funções são dos próprios vereadores, que já forneceu todas as informações solicitadas pelo Ministério Público do Paraná e que permanece colaborando com as investigações.