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A família de Siderleia Desplanches viveu um drama na noite desta segunda-feira (25/02), quando a xodó da casa, a pequena Beatriz Desplanches Dorneles, de cinco meses de vida, se engasgou com leite materno e já não respirava. Mas a última esperança foi depositada em uma equipe da Polícia Militar da Operação Verão, que foi até o local, conseguiu reanimar a criança e evitar uma tragédia. A menina foi levada para o Pronto Socorro de Praia de Leste para receber atendimento médico, mas passa bem e retornou para casa com a família.

A noite de segunda-feira (25/02) foi marcante para o sargento Marcos Antônio Medeiros e para o soldado Alexsandro Almeida Custódio. Prestes a encerrarem a escala de trabalho, às 23 horas, receberam um chamado pelo 190: uma família angustiada e uma bebê engasgada com leite já sem sinais de vida.

A casa fica no balneário Albatroz, e quando a equipe policial chegou o desespero era grande. “Ao chegarmos próximo da casa muitas pessoas estavam na rua e nos indicaram a residência da família, e logo ao desembarcamos da viatura nos encontramos com a mãe, já com a criança sem esboçar sinais de vida, totalmente roxa”, conta o sargento M. Medeiros.

Antes da chegada da equipe, a mãe recebeu orientações do atendente do Centro de Operações Policiais Militares (COPOM), soldado Walter Viana da Silva, e com a chegada da equipe no local, rapidamente o cenário de desespero deu lugar ao alívio. “Iniciei a manobra de Heimlich, que aprendemos durante a nossa formação como policial militar, para a desobstrução das vias aéreas, e logo depois a Beatriz começou a chorar e se movimentar, um momento de grande alegria para nós e para toda a família”, explica o sargento.

Uma ambulância do Siate foi até o local e, após uma análise preliminar no local, os socorristas levaram a pequena Beatriz e a mãe para o Pronto Socorro de Praia de Leste, em Pontal do Paraná, para que uma avaliação médica fosse feita. No hospital, os policiais e a mãe conversaram e trocaram experiências. Depois do susto, Siderleia agradeceu à equipe policial. “São anjos enviados para salvar minha filha. Se não tivessem chegado provavelmente a Beatriz não estivesse nos meus braços”, disse.

A família dela já passou por uma situação semelhante há anos atrás, mas o desfecho foi trágico. “Meu irmão se engasgou com leite e o levamos ao hospital. Além do engasgo, descobrimos que ele tinha problemas cardíacos e alguns dias depois acabou falecendo, um choque para toda a família. Quando a Beatriz se engasgou, a angústia e o trauma do passado pareciam que iriam se repetir, mas graças a Deus a aos policiais militares o final da história foi diferente”, afirma Siderleia.

Para o soldado Alexsandro, foi uma experiência incrível participar de uma ocorrência que ficará na memória. “Quando recebemos o chamado pelo 190 ficamos apreensivos e deslocamos com o coração na mão não sabendo o que iriamos encontrar. Na nossa profissão lidamos com muitas tragédias e muitas vezes não há o que fazer, mas hoje pudemos fazer algo diferente e fazer uma família feliz com a sensação de dever cumprido”, destacou.