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A bebê de um ano e nove meses, que foi atacada por um macaco bugio em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, passou por uma cirurgia de reconstrução do couro cabeludo e segue internada no Hospital do Trabalhador, em observação. De acordo com o síndico do condomínio em que a menina mora, ela está bem e só segue internada nesta sexta-feira (16) porque o animal que a atacou é silvestre e os médicos precisam acompanhar se a pequena não terá nenhum tipo de reação.

“Foi feita uma cirurgia plástica para reconstruir o couro cabeludo, mas está estável”, explicou o síndico Ed Dimas em entrevista à Banda B.

Dimas disse que a preocupação de que novos ataques venham a ocorrer é constante no condomínio. “Há cerca de vinte minutos, ele estava descendo ao chão, bem perto do parquinho. A administração sempre buscou os órgãos competentes para a retirada e era previsto que isso ia acontecer, mas agora a Força Verde nos garantiu que fará a retirada na segunda-feira”, disse.

A pequena estava em casa quando o animal entrou no apartamento pela sacada. A irmã dela, de sete anos, ainda tem medo de retornar para casa após o ataque.

IAP

Em nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou que aparecimento desses animais em área urbana acontece, principalmente, devido ao desmatamento realizado pelo ser humano, na qual acaba invadindo a área que seria de território deles. Também porque as pessoas constroem suas residências próximo ao ambiente natural deles e porque as pessoas oferecem alimentação, fazendo com que o animal continue frequentando o local em busca de comida.

Isso ocorre mais onde há a preserva de mata, mais provavelmente em região metropolitana, perto de sítios, fazendas, unidades de conservação, entre outros.

“O IAP orienta que, nesses casos, o condomínio contrate um profissional habilitado (consultoria ambiental/biólogo) para a retirada deste animal quando ele está oferecendo risco ou a situação é recorrente. Na maioria das vezes, não é feito a retirada desse animal, pois ele está no seu ambiente natural”, informou o órgão.

O correto é não deixar cachorros e crianças próximos desses animais, e também não oferecer alimentos para animais de vida livre, pois além de fazer ele retornar ao local, o alimento pode lhe fazer mal. E ter consciência que pode ser um animal que oferece riscos para as pessoas, portanto, não se aproximar.

O IAP é responsável pelo recebimento, tratamento e destinação adequada de animais silvestres oriundos de fiscalizações e entregas voluntárias.

Para receber orientações, a pessoa pode ligar no IAP, no (41) 3213-3700, e entrar em contato com o setor de fauna.