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Diante do crescimento da violência que ganhou mais visibilidade durante o carnaval e após a desastrosa entrevista do governador carioca alegando que não estava preparado para enfrentá-la, o presidente Michel Temer decidiu adotar uma solução nunca antes implementada no país: decretar a intervenção federal na área Segurança Pública do Rio de Janeiro.

(Foto: Banda B)

O pedido de intervenção federal passa a ter preferência de pauta do Congresso Federal sobre qualquer outro assunto que esteja na fila de votação. A medida é polêmica e certamente vai gerar muita controvérsia, apesar de Temer acreditar que fornece uma resposta popular ao problema de Segurança.

Mas e a efetividade desta intervenção, qual será? O próprio Comandante do Exército, General Vilas Boas, já declarou inúmeras vezes que esta não é a função do Exército e vê com preocupação o crescente emprego das tropas federais para lidar com o problema. Os casos do México e da Colômbia nos mostram que quando as tropas militares federais vão para as ruas cuidar de Segurança Pública a chance de se corromperem e não conseguirem resolver a situação é significativa. No Rio de Janeiro, qual caminho será seguido?

Se o problema no Rio de Janeiro ficou em evidência, há outros estados, inclusive o Paraná, em que também se vê com preocupação o aumento nos casos de violência. Essa intervenção, se der certo, poderá ser extendida para outros locais?

Com relação à formação do militar, é diferente em comparação a um policial, especialmente no trato com as pessoas que moram em comunidades, onde estão as àreas de riscos? Isso poderá ser um probelma?

A presença do exército não pode causar uma guerra ainda maior, trazendo clima de medo sem fim para o Rio de Janeiro?

Para debater o tema, o apresentador Geovane Barreiro recebeu nos estúdios:

Luis Henrique Braga Madalena – Professor e Diretor geral da Academia Brasileira de Direito Constitucional

Eduardo Faria Silva – coordenador da Pós-Graduação em Direito Constitucional e Democracia da Universidade Positivo e coordenador dos cursos de Pós-Graduação em Direito da (UP)

Andrea Benetti – Coordenadora do curso de Ciência Política da Uninter e professora de relações internacionais.