(Imagem ilustrativa/Divulgação SMCS)

 

Uma atendente do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi afastada do cargo pela prefeitura de Curitiba após dar uma resposta desagradável por telefone a uma pessoa que precisava de ajuda. O caso aconteceu neste sábado (5), entre os bairros Fanny e Lindóia, quando um morador ligou para 192 pedindo socorro para um homem que apresentava ferimentos na cabeça.

No áudio, gravado pelo rapaz do outro lado da linha, a atendente afirmou que o ferido precisava autorizar o envio da ambulância até o local. “Tem que perguntar para ele. A gente não pode pegá-lo à força. E se chegar aí e ele não quiser? A ambulância faz o quê? Se ele não quiser e quiser morrer, o problema é dele. Tem que perguntar se ele quer atendimento”, falou a mulher.

Indignado, o homem resolveu divulgar o caso à imprensa. Procurada, a prefeitura de Curitiba informou, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, que retirou a atendente de plantão por “não atender os protocolos do Samu”.

Confira a nota completa abaixo:

O primeiro atendimento do Samu não foi o correto. A Secretaria Municipal da Saúde informa que retirou a atendente do plantão, por não atender os protocolos do Samu. Ela também irá responder a um processo administrativo. A Prefeitura lamenta o episódio e pede desculpas ao cidadão que fez a ligação para ajudar a pessoa que estava precisando de atendimento.

A atitude da funcionária foi incorreta porque cobrou escolhas de uma pessoa inconsciente. O protocolo de atendimento do Samu prevê que se tenha o maior número de informações possíveis da pessoa que será atendida. Se está ferida, qual o tipo de ferimento, se está consciente, se consegue falar e explicar como está se sentindo. Essas informações são decisivas para saber que tipo de ambulância será enviada ao local.