Questionado se um paciente em estado grave com a covid-19 tem mais chances de sobreviver hoje, em comparação ao mês de março, início da pandemia no Brasil, o presidente da Associação Paranaense de Pneumologia e Tisiologia e médico intensivista do Hospital Angelina Caron, Irinei Melek, afirmou que acredita que sim. Ele alega que as equipes das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) aprenderam a lidar melhor no sentido da ventilação mecânica e incorporações de técnicas mais efetivas para tratar os pacientes com coronavírus.

(Foto: AEN)

 

“As equipes trocam ideias e isso têm ajudado muito na pandemia, especialmente na questão das tecnologias. Será que o paciente está sendo tratado melhor hoje em uma UTI? Acredito que sim, porque aprendemos a lidar com uma série de situações que não conhecíamos”, explicou à Banda B em entrevista na manhã desta segunda-feira (21).

Melek em entrevista nos estúdios da Banda B (Foto: Arquivo)

De acordo com o intensivista, uma maior disponibilidade de testes para o diagnósticos precoce e até o uso do oxímetro (nível de oxigênio no sangue) para monitorar em casa pacientes com covid-19 têm sido fundamentais. “A monitorização com a oximetria é muito importante. Além disso, novas tecnologias fazem a diferença. Temos um colega nosso validando um teste que será feito pela saliva. Temos ainda centenas de vacinas sendo testadas e isso ficará para sempre”, apontou.

Por fim, Melek salientou que outro ponto importante de melhora em relação ao início da pandemia é no cuidado de higiene de profissionais da saúde que tratam pacientes graves com covid-19. “Com relação às equipes, a gente sempre insiste com relação a lavagem de mãos e tudo mais. Agora por uma força do destino, com a covid, as pessoas perceberam que é fundamental isso para não levar o vírus adiante, especialmente na hora da retirada dos equipamentos de segurança”, concluiu Melek.