Pelo menos 500 casas foram destruídas em Itaperuçu e duas pessoas morreram. (Foto: Daniela Sevieri – Banda B)

 

A cidade de Itaperuçu, região metropolitana de Curitiba, não teve muitos motivos para comemorar a chegada de 2019. No dia 30 de novembro, o município foi cenário de um tornado que destruiu centenas de casas. De acordo com o governo do estado, cerca de 12 mil pessoas precisaram sair de seus lares.

No começo de dezembro, a então governadora, Cida Borghetti,  autorizou o repasse de R$ 2,1 milhões para que a cidade de 28 mil habitantes pudesse reconstruir casas, postos de saúde e escolas afetadas pelo tornado. Mas esse dinheiro ainda não chegou a beneficiar às pessoas atingidas, segundo os moradores.

Altemar Farias diz que gastou cerca de R$ 1 mil em 48 telhas para reconstruir o telhado de sua moradia. Ele diz que cobrará o valor do poder público. “Dizem que a prefeitura já recebeu o dinheiro, mas não sei o que está acontecendo. O colégio até hoje não está coberto. Pessoas tiveram um grande prejuízo, perderam móveis, telhado,  e essa verba não foi repassada para ninguém. A prefeitura não ajudou”, afirma.

Cristiane de Cristo, outra atingida pelo tornado, também teve seu telhado destruído. “Descobriu toda a casa, molhou os meus móveis. Foi feito o reparo, mas ainda não coloquei na caneta quanto custou”, disse.  “Ficamos sabendo que veio a verba para o prefeito, mas até agora nada”, lamentou.

O prefeito de Itaperuçu, Helio Guimarães,  afirma que o dinheiro não será repassado diretamente para os moradores. “Esses dois milhões são específicos para a compra de materiais, não será enviado para os cidadãos. Mas será somente para as famílias atingidas em casos mais emergenciais e lares carentes, e não para reparo em escolas, ginásios de esporte e postos de saúde”, disse. Segundo ele, os materiais para  reformas das casas deverão ser liberados a partir de quinta ou sexta-feira.

“A verba foi repassada em 4 parcelas de R$ 500 mil e está sendo feito um levantamento de uma equipe de quinze funcionários da prefeitura, aí depois disso será comprado o material para as famílias”, acrescentou Guimarães.