(Fotos: Flávia Barros – Banda B)

 

A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pinheirinho, em Curitiba, foi reaberta ao público na tarde desta terça-feira (12), após passar quatro meses fechada para reformas. As obras tiveram início em novembro do ano passado e a previsão era de que ficariam prontas no mês seguinte.

Segundo o prefeito Rafael Greca, o adiamento foi necessário para que toda a estrutura fosse reformada. “Demorou três meses porque nós arrumamos o gás, a eletricidade e renovamos todas as instalações”, afirmou ele em entrevista coletiva durante a reinauguração.

Inicialmente, a UPA encerraria as suas atividades e se tornaria uma unidade especializada em atendimento psiquiátrico. Protestos da população, no entanto, fizeram com que a administração mudasse de ideia.

De acordo com Greca, mesmo com a alteração dos planos, esse serviço também deve ficar disponível para a população ainda na metade deste ano. “A unidade funcionará no bairro Tatuquara e imaginamos que ficará pronta no meio do ano. Como a UPA do Pinheirinho permaneceu com o atendimento de emergência, nós tivemos que construir em outro espaço”, completou.

Questionado sobre a questão da terceirização dos funcionários da UPA, amplamente criticada por sindicatos, o prefeito declarou que essa não é uma preocupação dos moradores. “O povo não se incomoda se o serviço é terceirizado ou público, as pessoas só querem ser servidas. Não existe nenhuma reclamação em relação a isso, a não ser dentro dos sindicatos”.

Casos de urgência e emergência

Durante a coletiva, o prefeito ressaltou que a UPA Pinheirinho, assim como outras unidades de Pronto Atendimento, são exclusivas para casos de urgência e emergência. “Quem respeita a vida quer que a vida seja salva. Acredito que ninguém quer ser egoísta o suficiente a ponto de matar quem está em uma situação de urgência para ser atendido primeiro”, comentou.

A secretária de Saúde do município, Márcia Huçulak, também insistiu no assunto. “UPAs não são lugares para consultas médicas. Se você está tendo um infarto ou uma crise renal, algo grave, você deve procurar a UPA, que é um lugar de estabilização clínica. Em muitos casos, as pessoas buscam esse serviço sem necessidade. Na quinta-feira depois do carnaval, por exemplo, as UPAs estavam bombando e 40% dos pacientes queriam atestado”.

Segundo a administração, são realizados cerca de 90 mil atendimentos por mês nas UPAs de Curitiba. Nas unidades básicas, esse número chegou a 139 mil em fevereiro.