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Com as senhas para o júri popular do ex-deputado Luiz Fernando Ribas Carli Filho encerradas em apenas uma hora, muita gente acabou ‘ficando na mão’ e sem poder acompanhar o esperado julgamento, mas menos de três horas após o encerramento das entregas, já era possível encontrá-las à venda em redes sociais. A sessão de julgamento é pública e aberta a qualquer pessoa, sendo que a única restrição foi a entrega de 200 senhas na manhã desta sexta-feira (23) por conta da limitação de lugares dentro da sala de sessões.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), as senhas provisórias, que justamente possibilitariam acesso ao júri, foram entregues entre 10 e 11 horas, sendo que as definitivas já haviam sido recolhidas até 15 horas.

Entre as pessoas que buscavam acompanhar o júri, a maioria dos presentes na fila era de estudantes de direito de Curitiba e região metropolitana.

O júri popular de Carli Filho está marcado para os próximos dias 27 e 28 de fevereiro. Na última quarta-feira (21), a defesa do ex-deputado protocolou nova liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender o júri popular em Curitiba, sob argumentos de que há na cidade forte comoção social e imparcialidade. Essa decisão ainda não foi julgada e está nas mãos do ministro Gilmar Mendes.

Caso

Carli Filho é acusado pela morte de Gilmar Rafael Souza Yared, de 26 anos, e Carlos Murilo de Souza, de 20. Carli Filho estava com a carteira de motorista suspensa (130 pontos) e, segundo a perícia, decolou com seu veículo a 173 km/h, aterrissando sobre o veículo em que as vítimas estavam. Em agosto de 2009 o Ministério Público do Paraná (MP-PR) ofereceu denúncia criminal contra ele por duplo homicídio doloso eventual. Em 2011 foi confirmado pela Segunda Vara do Júri de Curitiba que ele deveria ser julgado por um júri popular, mas novos recursos levaram o caso até o STF.