A morte do neurologista e neurocirurgião de Curitiba, Paulo Eduardo Carneiro da Silva, de 59 anos, nesta quarta-feira, foi a 22º de um médico por complicações da covid-19 no Paraná. Em tom de desabafo, o presidente do Conselho Regional de Medicina (CRM), Roberto Issamu Yosida, fez um apelo à população que seja companheira e não inimiga na guerra contra a covid-19.

(Foto: EBC)

 

“Os médicos e médicas do Paraná e do Brasil estão em um esforço para atender toda a sociedade brasileira. Embora seja um profissional treinado, também tem sua família, angustias e problemas. O nosso pedido é que a população nos ajude a lutar nesta guerra”, desabafou o médico, mostrando medo com o que pode acontecer nas festas de final de ano. “Vamos passar o Natal e o Fim de Ano, época quem deveremos redobrar os cuidados, para que no futuro próximo as coisas não piorem”, completou.

O presidente do CRM lembrou que, além do trabalho de um médico normal, existe um adicional de fato estressante que é o risco de contaminação. “Qualquer tipo de atendimento sempre tem o risco, por mais que não seja em uma área covid. Ao longo do tempo, isso acaba afetando todos os médicos, ainda que não estejam na linha de frente com pacientes infectados”, lembrou.

Por fim, ele mostrou esperança com a vacina que está por vir e pediu que a política não atrapalhe. “A política só atrapalha neste sentido. O que precisamos é das validações necessárias para a segurança da vacina e certamente os profissionais da saúde serão prioridade para receber isso”, concluiu.

O CRM realizou uma homenagem aos profissionais mortos pela covid-19 no Paraná. Assista abaixo: