Foto: Daniela Sevieri/Banda B

 

Quase três anos após o fim das atividades da Sociedade Paranaense de Ensino e Informática de Curitiba (Spei), que pediu falência em 2016, alunos da instituição ainda aguardam seus diplomas para ingressar no mercado de trabalho. Na última terça-feira (12), cerca de 170 pessoas promoveram um protesto em frente à sede do grupo educacional responsável pela faculdade. Hoje (19), o grupo se reuniu com responsáveis da empresa para tentar encontrar uma solução para o caso.

Vivian Ferreira do Rosário, de 32 anos, se formou em 2016 no curso de Ciências Contábeis pela Spei, e desde então luta por seus direitos. “Até hoje nós não conseguimos encontrar um responsável para entregar os diplomas, sendo que a faculdade fechou as portas e não temos alguém para recorrer”, afirma. Segundo ela, 176 pessoas estão reivindicando os direitos, “mas acredito que o número de lesados seja maior, de cerca de 250 pessoas atrás de documentação”, disse.

O grupo abriu uma ação judicial cobrando o CEO da instituição, José Luiz Caetano, a prestar esclarecimentos, mas o empresário está foragido da Justiça. “Nós abrimos essa ação, porém não deu em nada, pois o responsável está foragido, então o oficial de justiça não o encontra para entregar a intimação”, disse Vivian. Devido a esse problema, todas as audiências do caso foram canceladas e a ação está parada.

Já Manoel Carraco, que trancou 0 curso de Administração na Spei, não consegue retomar os estudos. Sem a colaboração dos funcionários da Facel (outra faculdade comandada por Caetano), ele não teve acesso aos documentos necessários para conseguir equivalências no curso de Marketing à distância que cursa atualmente. “Eu estava no sexto período e tranquei, mas iria continuar. Aí aconteceu esse problema, então vim procurar as ementas para conseguir a transferência e não consegui, só me enrolaram”, relatou.

Carraco se viu obrigado a se matricular em outra instituição. “Comecei marketing à distância, pois não posso esperar, mas tenho a esperança de pelo menos reaproveitar as matérias que eu havia concluído ou até mesmo finalizar Administração em outra faculdade”, revelou. “Eu não sei ainda se haverá uma solução, mas pelo menos teve alguém que conversou conosco na reunião de hoje”, acrescentou.

A Banda B entrou em contato com representantes da Spei e da Facel para esclarecer o caso, mas ninguém atendeu a equipe de jornalismo. O espaço continua aberto para esclarecimentos.