Considerado o principal eixo econômico dentro do Paraná, a BR-476, também conhecida como Rodovia do Xisto, tem se tornado uma dor de cabeça para pedestres e moradores de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. O grande número de acidentes e atropelamentos na região tem feito com que comerciantes da região peçam a implantação de passarelas e sinalizações por toda a rodovia.

Reprodução Street View

Inaugurada em 1967, a BR-476 possui duas concessões: uma delas, em direção a Contenda, após a ponte do Rio Iguaçu, é de responsabilidade da concessionária Caminhos do Paraná, e possui passarelas em todo o seu trecho; já na extensão entre a ponte do Iguaçu e Curitiba, a responsabilidade é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), ligado ao Governo Federal. É neste ponto em que mora o problema. E, apesar dos apelos dos moradores, até hoje nada foi feito.

O comerciante, Josias do Santos, denuncia o grande número de mortes na Rodovia do Xisto. “O tanto de gente que já morreu aqui é absurdo, e é por falta de uma passarela. Em uma mesma semana, dois idosos foram atropelados e mortos por automóveis”, revela.

A auxiliar de cozinha, Regina Lages, trabalha na região, e lamenta a demora para atravessar a BR. “Às vezes temos que esperar os carros durante vários minutos. Para ir embora, nós passamos correndo para não perder o ônibus. É muito perigoso”, lamenta à Banda B.

Já o empresário Fábio Joslink, dono de um restaurante local, alerta que uma passarela evitaria muitas tragédias no Xisto. “Aqui faz muita falta porque é bem em frente ao nosso restaurante. Temos muitos comércios por aqui e uma concentração grande de pessoas. Vemos seguidos acidentes e atropelamentos pela falta de  semáforos, passarelas e sinalizações”, contou à reportagem.

A Banda B entrou em contato com o Dnit a respeito do assunto, mas até a conclusão dessa matéria, não obteve resposta. O espaço continua aberto.