Os dois alimentos mais tradicionais do prato brasileiro, o arroz e o feijão, puxaram uma nova alta na cesta básica de Curitiba, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (11) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na média geral do mês de dezembro, a alta foi de 1,27%.

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Segundo o Dieese, o feijão subiu 61,48%, enquanto o arroz teve aumento de 65,49%. Chama a atenção ainda a alta da batata, que fechou com aumento de 46,18%, e do tomate, 31,08%.

O único alimento que teve redução de preço foi o açúcar, que teve queda -1,22.

No acumulado do ano, a cesta básica subiu em todas as capitais do país. Em Curitiba, porém, a alta de 17,76% foi a menor entre todas elas.

Brasil

Entre novembro e dezembro de 2020, o custo da cesta foi maior em nove cidades e menor, em oito; com destaque para as elevações de João Pessoa (4,47%), Brasília (3,35%) e Belém (2,96%). As maiores diminuições foram registradas em Campo Grande (-2,14%) e Salvador (-1,85%).

Em São Paulo, capital onde foi realizada coleta presencial desde o início da pandemia, a cesta custou R$ 631,46, com alta de 0,36% na comparação com novembro. Em 2020, o preço do conjunto de alimentos subiu 24,67%.

Com base na cesta mais cara que, em dezembro, foi a de São Paulo, o Dieese estima que o salário mínimo necessário deveria ser equivalente a R$ 5.304,90, o que corresponde a 5,08 vezes o mínimo vigente, de R$ 1.045,00. O cálculo é feito levando-se em consideração uma família de quatro pessoas, com dois adultos e duas crianças.