A Prefeitura de Curitiba anunciou que as obras da trincheira da Mário Tourinho, que deveriam ter começado em janeiro deste ano, vão começar agora e devem ser concluídas em abril de 2020. Em janeiro, as obras tiveram que ser adiadas devido a falta de um dos principais materiais para execução. De acordo com o secretário municipal de obras públicas, Rodrigo Rodrigues, as obras serão visíveis mesmo em setembro, quando o trânsito começará a ser interrompido.

O trânsito da trincheira Mário Tourinho terá interrupções a partir de setembro (Foto: Valdecir Galor/SMCS)

 

“Para a população entender, é uma obra que acontece fora dos olhos da população, por conta das estacas que precisam de manufatura, no caso, a pintura e solda. Tudo isso já está sendo realizado, e quando todas as estacas estiverem prontas para ser realizado o famoso “bate estaca”, o trânsito será interrompido e a obra será vista”, explicou o secretário.

De acordo com Rodrigues,  as obras vão começar pra valer agora com todos os recursos necessários para a conclusão. “A trincheira será construpida sim, a prefeitura já garantiu os recursos necessários do projeto para a adequação. Essa obra demorou para começar devido a falta de uma estaca no mercado. Essas dificuldades foram superadas, agora retomamos e vamos concluir as obras em abril de 2020”, afirmou Rodrigues em entrevista à Banda B.

Estacas de metal

Nesta obra, a prefeitura optou por um recurso diferente do concreto, pois ele leva mais tempo para a conclusão e causa mais transtornos no trânsito. Elaborado por uma equipe de professores do departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o projeto previa a utilização de estacas metálicas específicas, que, no momento em que a empresa vencedora do processo licitatório para executar a obra foi ao mercado para comprá-las, as estruturas não estavam disponíveis.

“Não tínhamos a segurança de que teríamos as estacas necessárias ao longo da obra. Isso ia acarretar na paralisação da obra no meio, ou seja, os transtornos seriam maiores. Então o prefeito disse que não queria transtorno para a população e para os motoristas e que tínhamos que ter uma solução mais viável para diminuir os impactos em uma via importante da cidade'”, explicou o secretário.

Diante do exposto, foram compradas 216 estacas, que totalizam 93 toneladas de material que já foram descarregadas no canteiro de obras próximo ao cruzamento. Fabricadas na Polônia, as peças serão utilizadas para estruturar as paredes laterais da trincheira.

“A parte boa é que a execução será rápida, ou seja, o trânsito será interrompido meses a menos do que se fosse de concreto. Uma vez com as estacas garantidas e nenhuma evidência de que a obra tenha que ser paralisada por falta de material. Então, já nos garantimos para tudo dar certo”, esclareceu Rodrigues.

Trânsito

A obra será no cruzamento da trincheira da Mário Tourinho com a Avenida Nossa Senhora Aparecida, no Seminário. De acordo com o secretário, depois de finalizada, a obra vai mudar bastante a realidade do trânsito.

“Vai mudar bastante a realidade do trânsito, até porque essa região faz parte de eixos de transporte coletivo, inclusive de novas linhas. Essa obra faz parte de um grande projeto de mobilidade de transporte coletivo de Curitiba”, concluiu Rodrigues.

O que será feito

As obras previstas incluem terraplenagem, drenagem, remanejamento de rede elétrica, construção da trincheira em desnível, pavimentação, sinalização, iluminação, e paisagismo.

Quando a trincheira for concluída, quem estiver na movimentada Rua Mário Tourinho, ao trafegar neste cruzamento, vai passar por baixo da Avenida Nossa Senhora Aparecida.

A nova trincheira vai aumentar a capacidade de escoamento dos veículos, eliminando os pontos de conflito. Com isso será ampliada a capacidade e a velocidade da Linha Direta Inter 2 (ligeirinho) e do Interbairros II, que juntas transportam 150 mil passageiros por dia. A expectativa é de que 41 mil veículos passarão pela Mário Tourinho. Na Nossa Senhora Aparecida, o cálculo é de que serão 15,6 mil veículos diariamente.

O investimento será de R$ 12,4 milhões e os recursos virão do Ministério das Cidades, por meio do Programa de Mobilidade Urbana e Transportes (Caixa Econômica Federal).