A Prefeitura fez 1.750 acolhimentos a pessoas em situação de rua, no último fim de semana, em mais uma ação intensificada para protegê-las do frio. Desde o início da noite de sexta-feira (29/5) até a manhã desta segunda-feira (1/6), 583 pessoas preferiram, a cada noite, se abrigar nas unidades do município a dormir nas ruas.

Durante as três noites, 616 pessoas procuraram acolhimento espontaneamente. Outras 169 foram abrigadas nas casas de passagem depois de serem abordadas pelas equipes da Fundação de Ação Social (FAS) e aceitarem atendimento. As demais já são acolhidas permanentemente pelo município até que conquistem autonomia para deixar as ruas.

 

Foto: Ricardo Marajó/FAS

 

Das 18h de sexta-feira até as 7h desta segunda-feira, as equipes da FAS fizeram 396 abordagens a pessoas em situação de rua, sendo que 134 delas foram realizadas com base a solicitações da população que chegaram à Central 156 ou por telefone. Em 37 casos, as equipes se deslocaram até os endereços indicados, mas já não havia ninguém no local.

A FAS precisou acionar o Samu para atender quatro pessoas abordadas com estado de saúde debilitado e encaminhou outras duas para unidades de pronto atendimento (UPAs). Por apresentar sintomas gripais, uma pessoa foi acolhida em unidade de isolamento.

Acompanhados de animais de estimação, dez acolhidos foram atendidos em abrigos que possuem canis.

Proteção

Nas unidades do município, as pessoas em situação de rua podem tomar banho, trocar de roupa, se alimentar, dormir. A diretora de Atenção à População em Situação de Rua, Vanessa Resquetti, explica que, em função da pandemia da covid-19, os acolhidos não precisam deixar as unidades pela manhã, podendo permanecer nos locais durante o dia e à noite.

Mesmo assim, durante o fim de semana, 129 pessoas recusaram o atendimento oferecido pela FAS e preferiram ficar na rua.

A FAS realiza abordagens sociais 24 horas por dia, sete dias na semana. Esse trabalho é intensificado das 18h às 24h, sempre que há previsão das temperaturas atingirem 9 graus ou menos, como na última semana.

A população também pode ajudar. Caso veja algum morador de rua desprotegido, ligue para 156 ou acesse o aplicativo Curitiba 156.